A doação de órgãos é um tema de extrema relevância e que carrega o potencial de salvar até oito vidas com um único "sim". No entanto, para muitas pessoas, a decisão de se tornar um doador ainda não foi sequer cogitada. É para mudar essa realidade e reforçar a importância desse gesto que o Setembro Verde foi criado.
A campanha, simbolizada pela cor da esperança e da solidariedade, serve para lembrar que doar é transformar vidas e dar uma nova chance a quem aguarda na fila por um transplante. A espera por um órgão pode ser longa, mas quando o telefone toca, a mistura de emoções é inevitável: medo, alívio e, acima de tudo, esperança. A história de Airton é um testemunho desse renascimento. Airton ficou nove meses na fila aguardando por um fígado. Hoje, ele compartilha com alegria a mudança radical em sua vida após o transplante, uma prova viva de que a doação funciona e renova destinos.
Enquanto alguns comemoram o transplante, outros travam uma batalha diária pela sobrevivência, dependendo de tratamentos como a hemodiálise. É o caso de Camila, de Pimenta Bueno. Aos 31 anos, Camila tem sua rotina marcada por viagens a Cacoal três vezes por semana para sessões de hemodiálise que duram quatro horas. Ela descobriu o Lúpus, uma doença autoimune, há 12 anos. Infelizmente, há cinco meses, o quadro se agravou, levando à insuficiência renal crônica. Sua persistência e o seu tratamento em Cacoal reforçam a urgência do debate sobre a doação de rins. Para colocar o tema em destaque, o dia 27 de Setembro é marcado como o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Em Cacoal, o Centro de Diálise reconhece a importância da data e preparou uma programação especial para conscientizar a população e reforçar que a decisão de ser um doador é um ato de amor e solidariedade que pode mudar o destino de Airtons e Camilas por todo o país. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!