Olha só o desfile de colunistas da intelectualidade nacional: cada um com sua pérola que mais parece uma competição olímpica de frases de impacto para ver quem solta a maior obviedade embrulhada em papel de presente sofisticado.
Me permita abrira a sessão com o clássico "VTNC de Eduardo a Bolsonaro. Este mudou a política brasileira". Uma tese digna de doutorado em ciências políticas da esquina: bastou um palavrão num microfone para alterar a engrenagem secular do sistema político. Newton, Marx e Maquiavel choram em posição fetal neste momento de perda e de dor.
E ainda tem aqueles jornalistas com olhar visionário: "Bolsonarismo atira em bancos e na estabilidade financeira". Uau, que descoberta! O bolsonarismo é instável e hostil ao mercado? Quem poderia imaginar? Talvez amanhã ele nos revele que água molha e fogo queima. E quanto ao Lula falando da senhora descendente de italiana, com bochechas rosadas e o afrodescendente sem dentes? Deste ninguém ouviu falar nada! Como é bom esse ou este contrato?! Deve rende bilhões, no mínimo.
Mas me permita novamente entrar no ringue usando um título de impacto: "Os EUA não fazem mais parte do Ocidente democrático". Parece até trailer de filme apocalíptico. Resta saber se o Ocidente democrático vai abrir uma sindicância ou apenas chorar na cantina da ONU. Valha me DEUS! Nem a China desafiou o homem! Mas o Lula falou tanta baboseira, que penso que nem em mil anos teremos conseguido limpar toda a sujeira. E ainda falou em acabar com o Dólar! É muita ignorância!
Não deixo e nem me permito deixar de ser nostálgico. "Deixar Neymar de fora da convocação da seleção brasileira poderia estimulá-lo". Parece conselho de tia no almoço de domingo: “Deixa o menino sem sobremesa que ele aprende a se comportar”. O detalhe é que estamos falando de um jogador que já passou da fase de castigos pedagógicos e só atende estímulos bancários.
A gloriosa informação sobre “o preço que você paga por adiar o planejamento". Mais um capítulo da saga: descubra que não planejar dá ruim. Talvez na próxima semana algum colunista nos avise que atravessar rua sem olhar pode causar acidentes. Os jornais não tem mesmo o que escrever, já que alguns foram pagos para não publicarem fatos. Isto é fato.
No fundo, todos têm razão. Afinal, em tempos de manchetes que mais parecem trocadilhos de botequim, o importante não é a profundidade da análise, mas a cara de seriedade com que ela é publicada. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!