A Polícia Civil de Ariquemes (RO) segue aprofundando as investigações sobre o duplo homicídio que tem como principal suspeita uma adolescente de 17 anos. Em entrevista, o delegado responsável pelo caso detalhou pontos relevantes da apuração e afirmou que, até o momento, não há indícios de que a motivação tenha sido patrimonial.
Segundo as autoridades, a jovem veio para Rondônia após a execução da mãe, ocorrida no estado de Goiás, passando a viver com familiares maternos — um casal de idosos que a teria acolhido. Apesar do amparo familiar, relatos indicam que havia conflitos no ambiente doméstico, situação que agora é analisada pela polícia para compreender o contexto do crime.
Durante a apuração, também surgiram informações sobre episódios anteriores envolvendo a adolescente, como um acidente de trânsito no trevo de Alto Paraíso (RO), quando ela teria capotado uma caminhonete após colisão com outro veículo. O delegado confirmou o fato, mas ressaltou que o episódio não é recente e que não há, até o momento, comprovação de vínculo direto entre o acidente e o homicídio.
Sem indícios de envolvimento com drogas

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Questionado sobre possível envolvimento da jovem com entorpecentes, o delegado foi categórico ao afirmar que nada nesse sentido chegou oficialmente ao conhecimento da investigação.
A autoridade policial também destacou que a adolescente possuía acesso a recursos financeiros deixados pela mãe, o que, em tese, afasta a hipótese inicial de crime motivado por impedimento patrimonial.
— Pelo que conseguimos entender até o momento, isso não seria um problema para ela, e os avós não seriam um empecilho nesse sentido — explicou.
Motivação ainda sob checagem
Embora a suspeita tenha apresentado versão sobre o ocorrido, a Polícia Civil informou que os detalhes ainda estão em fase de verificação e só serão divulgados após a conclusão formal do inquérito.
O delegado confirmou ainda que a arma utilizada no crime é ilegal e que as investigações também buscam identificar quem forneceu o armamento.
— Todas as pessoas que se envolveram nessa trama, de qualquer forma, podem ter certeza de que serão responsabilizadas — afirmou.
Internação segue regras do ECA
Sobre a responsabilização da adolescente, a autoridade esclareceu que, por se tratar de menor de idade, o caso segue o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diferentemente do Código Penal aplicado a adultos, não há pena fixa, mas sim medida socioeducativa.
Inicialmente, foi determinada internação por 45 dias. Após esse período, o Judiciário fará reavaliações periódicas, podendo prorrogar a medida até o limite legal de três anos, conforme a necessidade apontada pelos relatórios técnicos.
Polícia pede colaboração da população
A Delegacia de Homicídios reforça que informações da comunidade podem ser decisivas para o esclarecimento completo do caso. Denúncias podem ser feitas presencialmente no NISP ou de forma anônima pelo telefone 197. As investigações seguem em andamento.
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