MENU

Alckmin descarta debate sobre revogação da “taxa das blusinhas”

Vice-presidente afirma que não há обсужão no governo sobre revogar a cobrança aplicada a compras internacionais de baixo valor

Compartilhar:
1776539909_0d8f217072cbadef9f74.jpg
O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). (Foto: Cadu Gomes / VPR)

Presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB-SP) declarou neste sábado (18) que não há discussões dentro do governo para acabar com o imposto cobrado sobre produtos importados adquiridos em sites como Shein, Shopee e AliExpress – a chamada "taxa das blusinhas". Segundo ele, não existe nenhuma iniciativa da gestão para revogar o tributo.

“Isso foi aprovado lá atrás pelo Congresso Nacional e não há nenhuma decisão sobre este tema”, disse. Na quinta, ele havia defendido a taxa, afirmando que, mesmo com a sua incidência, a tarifa ainda seria menor do que a que recai sobre a produção nacional.

Vice-presidente, Alckmin exerce o mandato desde quinta-feira, enquanto Lula cumpre agenda internacional na Europa. A declaração de Alckmin diverge da opinião de Lula, que chamou a cobrança de “desnecessária” na última terça-feira.

Pressionado pelo desgaste que a medida trouxe, o governo Lula tem a intenção de acabar com a cobrança, implementada pela atual gestão em 2024. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que tem conhecimento dessa intenção.

“É importante ouvir a justificativa do governo, já que essa medida traria também um impacto fiscal nas contas públicas”, disse Motta.

Um levantamento recente da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, confirma o desgaste político da medida: segundo a pesquisa, 62% dos brasileiros avaliam que a "taxa das blusinhas" foi um erro do governo, enquanto 30% a consideram um acerto.

Em vigência há quase dois anos, o tributo estabelece alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Para valores acima desse patamar, a tributação chega a 60%, com desconto fixo de US$ 20.

Dados da Secretaria da Receita Federal mostram que, em 2025, o governo federal arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais. Em 2024, a arrecadação também já havia sido a maior da série histórica, somando R$ 2,88 bilhões.

Por Hermano Freitas



Junte-se ao Nosso Grupo! Receba notícias em primeira mão

Faça parte do nosso grupo WhatsApp.

Entrar Agora →