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Alero exonera secretário-geral preso na Operação Reduto e promove mudanças administrativas em Rondônia

Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), não informou se todas as alterações estão relacionadas à operação.

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Rogério Gago é exonerado da Alero após prisão em operação

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) publicou, na edição do Diário Oficial de quarta-feira, 15 de julho, uma série de mudanças em cargos de sua estrutura administrativa. Entre os atos está a exoneração do então secretário-geral da Casa, Rogério Gago da Silva, preso preventivamente durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal.

Além dele, outros servidores também foram exonerados. A publicação apresenta ainda novas nomeações e alterações em diferentes setores da Assembleia Legislativa.

Os atos administrativos foram assinados pelo presidente da Alero, deputado estadual Alex Redano, do Republicanos. Até o momento, a instituição não informou oficialmente se todas as mudanças divulgadas no Diário Oficial possuem relação direta com a Operação Reduto.


Operação afastou servidores e resultou em prisões

Ao todo, onze servidores da Assembleia Legislativa foram afastados de suas funções e duas pessoas foram presas durante a ação da Polícia Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens pertencentes aos investigados.

As apurações envolvem suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e possível prática de “rachadinha”, expressão utilizada para definir a devolução ilegal de parte dos salários de servidores a agentes públicos ou intermediários.

Entre os alvos da investigação está o próprio presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano. Policiais federais realizaram buscas no gabinete parlamentar, na Secretaria-Geral da Presidência da Casa, em um apartamento localizado em Porto Velho e em uma residência do deputado no município de Ariquemes.

A condição de investigado, contudo, não representa condenação. As responsabilidades individuais ainda deverão ser apuradas durante o andamento do inquérito e de eventuais procedimentos judiciais.


Mandados foram cumpridos em três cidades

A Operação Reduto cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus, no Amazonas.

Em Ariquemes, os alvos incluíram servidores da administração municipal. Na capital rondoniense, a ação concentrou-se principalmente na Assembleia Legislativa, onde foram apreendidos documentos, mídias digitais e outros materiais que serão submetidos à análise dos investigadores.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontarem movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Os dados analisados envolveriam uma empresa sediada em Manaus que mantinha contratos com órgãos públicos em Rondônia. A apuração busca esclarecer a origem, o destino e a eventual relação desses recursos com os contratos investigados.

A Assembleia Legislativa ainda não detalhou se novas exonerações ou medidas internas poderão ser anunciadas em razão dos desdobramentos da operação.



Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!


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