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Alta de casos respiratórios lota UPA Pediátrica e acende alerta para bronquiolite em crianças

Unidade registra aumento expressivo nos atendimentos, com predominância de quadros gripais, bronquiolite e pneumonia, especialmente após o retorno às aulas

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Alta de casos respiratórios lota UPA Pediátrica; alerta para bronquiolite!

O avanço das doenças respiratórias entre crianças tem provocado um aumento significativo na procura por atendimento médico em Cacoal (RO). Nos últimos dias, a UPA Pediátrica passou a enfrentar uma demanda muito acima do habitual, com o número de atendimentos mais que triplicando, conforme relato da direção da unidade.

A reportagem é da TV Suruí Cacoal, canal 15.1. Quem esteve no local foi a repórter Fernanda Bonilha e o cinegrafista Flávio Junior, que registraram os fatos para o programa Comando na TV, apresentado por Nelson Salles.

Atualmente, a média diária varia entre 250 e 300 atendimentos infantis, com predominância de casos de bronquiolite, pneumonia, quadros gripais e crises asmáticas. O cenário, segundo profissionais da saúde, está diretamente relacionado ao período de volta às aulas, quando o contato entre as crianças favorece a disseminação de vírus respiratórios.

Com a alta procura, o tempo de espera também aumentou. De acordo com a unidade, pacientes podem aguardar entre uma hora e meia a duas horas por atendimento, especialmente diante da priorização de casos mais graves, classificados como amarelo e vermelho no protocolo de triagem.

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Médica pediatra faz o alerta para as doenças respiratórias no início do ano

Entre os principais agentes causadores das infecções está o vírus sincicial respiratório (VSR), conhecido por provocar desde sintomas leves, semelhantes aos de um resfriado — como tosse, coriza e febre — até quadros mais graves, como bronquiolite e pneumonia. A doença é mais comum em crianças menores de dois anos e pode comprometer a oxigenação pulmonar, levando, em alguns casos, à internação.

A bronquiolite, caracterizada pela inflamação das vias respiratórias inferiores, é uma das principais preocupações neste período. A evolução do quadro pode variar rapidamente, dependendo do organismo da criança, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

Profissionais de saúde também destacam a ampliação da vacinação contra o VSR, agora disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para bebês prematuros e crianças com até seis meses de idade, ampliando a proteção contra formas mais graves da doença.

A orientação é clara: ao surgirem os primeiros sintomas, os responsáveis devem procurar atendimento médico imediatamente. Além disso, medidas simples, como a higienização frequente das mãos, continuam sendo fundamentais para reduzir a transmissão dos vírus.

Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam o alerta para que pais e responsáveis mantenham o calendário vacinal atualizado e redobrem os cuidados, especialmente neste período de maior circulação viral.



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