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Anvisa determina suspensão de fórmula infantil da Nestlé

Lotes da fórmula infantil da Nestlé foram recolhidos pela Anvisa após análise indicar níveis elevados de selênio e iodo acima do permitido.

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Anvisa determina suspensão de fórmula infantil da Nestlé

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (12/2), o recolhimento de 10 lotes da fórmula infantil Alfamino 400 g, fabricada pela Nestlé Brasil, após análises apontarem quantidades de selênio e iodo acima dos limites previstos na legislação sanitária.

A medida inclui suspensão da venda, distribuição, importação, propaganda e uso dos produtos afetados.

Segundo a agência, os níveis identificados desses micronutrientes ultrapassam o padrão permitido para fórmulas destinadas a lactentes e crianças pequenas com necessidades alimentares específicas.

Por se tratar de um público mais sensível, a composição nutricional precisa seguir critérios rigorosos para garantir segurança.

Veja os lotes suspensos pela Anvisa:

  • 50310017Y2
  • 51060017Y1
  • 50720017Y1
  • 50710017Y4
  • 50290017Y1
  • 50280017Y2
  • 43510017Y1
  • 43480017Y2
  • 43110017Y2
  • 41730017Y2

Produto é indicado para bebês com restrições alimentares

Alfamino é uma fórmula especial geralmente indicada para bebês com alergia grave à proteína do leite de vaca ou outras condições que exigem alimentação baseada em aminoácidos livres. Esse tipo de produto costuma ser utilizado quando outras opções não são adequadas.

O excesso de minerais como selênio e iodo pode trazer riscos à saúde, principalmente em crianças pequenas, já que o organismo ainda está em desenvolvimento. Por isso, a legislação estabelece limites específicos para esses componentes.

A recomendação é que consumidores verifiquem o número do lote na embalagem e interrompam o uso caso o produto esteja entre os afetados. A orientação também inclui procurar o fabricante para obter informações sobre devolução ou substituição.

O Metrópoles procurou a Nestlé Brasil para comentar o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

Por Ravenna Alves