São sete décadas de uma vida repleta de aprendizados e plena também de ensinamentos. E, no caso destes, eles estão em um cancioneiro que é um dos mais elaborados da cena pop brasileira. A palavra de ordem é então a de comemorar. E Marina Lima fará isso unindo talento e refinamento, duas de suas marcas, aliás.
A artista aporta no Rio de Janeiro com o show calcado em seu novo álbum, “Ópera Grunkie”. Com o projeto, Marina celebra seus 70 anos ao mesmo tempo em que, como publicado aqui, elabora a perda do irmão-poeta Antonio Cícero (1945-2024), seu principal parceiro, e celebra a perseverança de talentos brasileiros como Fernanda Montenegro e Maria Bethânia, entre outros.
A apresentação acontece neste sábado (25), na Fundição Progresso, zona central da cidade, com show de abertura do duo Troá e, antes e entre os dois shows da noite, com a cantora Letrux pilotando as carrapetas. E NEW MAG entrega a seguir um pouco do que Marina reserva para os fãs cariocas.
A cantora e compositora escolheu levar ao palco cinco faixas do novo trabalho. E uma delas é “Collab Grunkie”, na qual são usadas falas da atriz Fernanda Montenegro. E a faixa tem tudo para ser potencializada a partir do uso de imagens sobre o cenário.
Outro nome saudado pela diva pop é o de Lô Borges (1952-2025). Marina incluiu no show “Quem sabe isso quer dizer amor”, do compositor com Marcio Borges. Com o tema, ela rende também homenagem a Milton Nascimento, intérprete da canção.
Outro nome que não poderia faltar na lista é o de Alvin L (1959-2026), seu parceiro em temas como “Deve ser assim” e “Sugar”. O compositor, que faleceu este mês, deixou sua marca no cancioneiro da artista, que deu a ele grande visibilidade a partir da inclusão de “Eu não sei dançar”, de Alvin, no CD “Marina Lima”, de 1991.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e André Hawk (imagem)