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Após suspensão da vacina da dengue, especialistas explicam eventos adversos

Suspensão temporária da vacina da dengue ocorreu após registro de reações graves e duas mortes sob investigação

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Suspensão da vacina da dengue levanta dúvidas sobre eventos adversos

A suspensão temporária da vacina contra dengue do Instituto Butantan pelo Ministério da Saúde levantou dúvidas sobre um termo frequentemente citado em campanhas de imunização e investigações sanitárias: o que são os chamados eventos adversos pós-vacinação?

A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8/6) após o registro de 42 casos de reações severas possivelmente associadas à vacina entre cerca de 500 mil doses aplicadas. Entre eles, duas mortes seguem sob investigação.

O que é um evento adverso?

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um evento adverso é qualquer ocorrência médica registrada após a vacinação. Isso pode incluir sintomas, doenças, alterações em exames laboratoriais ou qualquer condição de saúde que apareça depois da aplicação da dose.

No entanto, a instituição ressalta que a ocorrência de um evento adverso não significa, necessariamente, que ele foi causado pela vacina. Por isso, cada caso precisa passar por uma investigação detalhada para determinar se existe relação entre o imunizante e o problema observado.

Quando um evento é considerado grave

De acordo com a Fiocruz, os eventos adversos graves são aqueles que levam à hospitalização, representam risco de morte, exigem intervenção médica para evitar o óbito, causam incapacidade permanente, resultam em anomalias congênitas ou provocam a morte do paciente. Nessas situações, a notificação às autoridades de saúde é obrigatória em até 24 horas.

A instituição explica que muitos eventos inicialmente classificados como suspeitos acabam sendo considerados coincidentes, ou seja, ocorreram após a vacinação, mas não foram provocados por ela.

Além disso, os eventos podem estar relacionados a diferentes fatores, como reações próprias do organismo ao imunizante, problemas de qualidade do produto, erros durante a aplicação ou até respostas de ansiedade e estresse associadas ao momento da vacinação.

Vacinas passam por monitoramento contínuo

Todas as vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam por avaliações rigorosas de segurança e eficácia antes de serem liberadas para uso.

A Fiocruz destaca que, mesmo após a aprovação, os imunizantes continuam sendo monitorados para identificar possíveis eventos adversos raros que só podem ser observados quando milhões de pessoas recebem a vacina.

A fundação destaca que nenhuma vacina está totalmente livre da possibilidade de efeitos adversos, mas afirma que os benefícios da imunização superam os riscos conhecidos.

Por Ravenna Alves


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