O caso que envolve os irmãos vilhenenses acusados de ligação com o assalto à agência do Sicredi, em Brasnorte (MT), ganhou novos contornos após entrevista exclusiva concedida pelo advogado de defesa, Isaque Donadon. Ele classificou como “precipitado” o indiciamento realizado em Rondônia e denunciou agressões sofridas pelos clientes durante a prisão. No dia 31 de julho, dez criminosos armados invadiram a agência do Sicredi em Brasnorte. Funcionários foram feitos reféns, e aproximadamente R$ 400 mil foram levados após a abertura do cofre. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, parte do bando utilizou uma Hilux roubada e um Ford Ka clonado, incendiado depois da ação para apagar vestígios. A investigação também apontou a participação de dois cabos da Polícia Militar, além de apoio logístico prestado por pessoas em Vilhena, entre elas os dois irmãos agora sob defesa de Donadon.
A promotora Roberta Camara Vieira Jacob denunciou os envolvidos por roubo majorado, associação criminosa e favorecimento pessoal. Alguns suspeitos confessaram participação e foram identificados por meio de câmeras de segurança e monitoramento viário. Todos seguem presos em unidades de Juína (MT) e Vilhena (RO). O advogado Isaque Donadon sustenta que os irmãos não participaram do roubo, mas foram incluídos na denúncia apenas por favorecimento pessoal, acusado de dar apoio a alguns dos criminosos após o crime. Ele reforçou que o Ministério Público não os denunciou por roubo, mas apenas por uma conduta secundária e de menor gravidade. Donadon também afirmou que ambos foram espancados por policiais no momento da prisão, denúncia que já foi levada às autoridades competentes. Segundo a defesa, o julgamento deverá ocorrer em Brasnorte (MT), cidade onde o crime foi cometido. O advogado acredita que a prisão preventiva foi mantida apenas pelo peso do caso, e não por provas concretas contra os irmãos. Donadon concluiu reafirmando confiança na Justiça:
“Mesmo em casos de grande repercussão, o devido processo legal e os direitos fundamentais não podem ser relativizados”. Redação O MN – Informação é Poder!