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Aumento da oferta no outono faz preço do boi gordo variar

Em São Paulo, cotações das fêmeas caíram; para a reposição, o mercado segue firme

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Pastagens começam a diminuir e a oferta maior de gado pressiona as cotações — Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Na última semana, o mercado pecuário começou a dar sinais de que ciclo de criação está entrando no outono, quando as pastagens começam a diminuir e a oferta maior de animais pressiona as cotações. O indicador do boi gordo Cepea/Esalq, baseado no Estado de São Paulo, fechou a sexta-feira (24/4) a R$ 362 a arroba, uma queda semanal de 0,84%. No acumulado de abril, o indicador ainda apresenta alta de 1,69%

Na sexta-feira, das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 21 apresentaram estabilidade nos preços do boi gordo na comparação diária, enquanto 12 registraram quedas nos valores. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), a arroba do boi seguiu cotada a R$ 363. Na quinta-feira (23/4), a cotação nas referências do mercado paulista sofreu a primeira queda desde 9 de março.

No Estado de São Paulo, as ofertas de fêmeas aumentaram e, com isso, os preços caíram R$ 3 por arroba. A novilha estava cotada a R$ 342 a arroba, e a vaca, a R$ 332 a arroba.

Para a reposição, o mercado segue firme. O indicador Cepea/Esalq para o bezerro, baseado no Mato Grosso do Sul, encerrou a sexta-feira em R$ 3.389,87 por cabeça, uma alta de 0,41% em uma semana e de 2,91% no acumulado do mês. “Vemos uma demanda sustentada. O cenário está bastante comprador e sustenta as cotações”, explicou o analista Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria.

A consultoria Agrifatto destaca que o mercado físico do boi gordo iniciou a semana com vendas razoáveis no varejo, mas perdeu tração ao longo dos dias, refletindo a restrição orçamentária típica da segunda quinzena e limitando a demanda até o fim do mês. No atacado, o baixo giro e a reposição contida do varejo mantêm as distribuições enfraquecidas, com adiamentos de entrega, mesmo com estoques ajustados.

Apesar da oferta moderada e ainda restrita, segundo a Agrifatto, o ambiente não sustenta preços, resultando em queda nas cotações da carne, tanto para consumo in natura quanto para a indústria de desossa.

Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre


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