
As unidades de saúde de Cacoal (RO), têm registrado, nas últimas semanas, um aumento significativo no número de atendimentos relacionados a sintomas respiratórios, principalmente entre crianças. Segundo profissionais da área da saúde, os principais diagnósticos identificados têm sido bronquiolite e influenza, duas doenças que possuem formas de prevenção por meio da vacinação.
A situação tem preocupado as equipes médicas devido ao crescimento da demanda hospitalar e à baixa adesão da população às campanhas de imunização disponíveis na rede pública.
No caso da bronquiolite, o imunizante está disponível apenas para grupos considerados prioritários. Entre eles, estão crianças prematuras nascidas com menos de 36 semanas e seis dias de gestação e que ainda não tenham completado seis meses de vida. Também podem ser contempladas crianças menores de 24 meses com comorbidades específicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória e síndrome de Down.
De acordo com a coordenação de saúde, nesses casos é necessário que os responsáveis procurem uma unidade básica de saúde para avaliação médica e preenchimento da documentação necessária. Após análise técnica, os pedidos são encaminhados ao Estado, responsável pela autorização do imunizante.

Outro fator que vem chamando atenção é o avanço da influenza no município. Mesmo com a campanha de vacinação ainda ativa, a cobertura vacinal em Cacoal permanece abaixo de 50%, índice considerado preocupante pelas autoridades sanitárias.
A orientação é para que a população procure as unidades básicas de saúde enquanto ainda há disponibilidade de doses. Isso porque a campanha pode ser encerrada a qualquer momento por determinação do Ministério da Saúde. Após o encerramento, o município poderá ficar cerca de 90 dias sem novas doses da vacina contra a gripe, até o início de uma nova campanha nacional.
A Secretaria de Saúde reforça que a vacina contra a influenza não faz parte do calendário de rotina para toda a população, funcionando em formato de campanha sazonal. Por isso, o período atual é considerado essencial para garantir proteção, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Enquanto os corredores das unidades de saúde seguem mais movimentados, profissionais da área reforçam um alerta simples, mas frequentemente ignorado: prevenir ainda continua sendo muito menos doloroso do que enfrentar as consequências da doença.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!