
A unidade da BMG Foods em Cacoal (RO) encerrou as atividades em 22 de maio de 2026, segundo reportagens publicadas na época. Desde então, ex-funcionários recorreram à Justiça do Trabalho para cobrar verbas rescisórias. A informação já havia sido noticiada pelo jornal eletrônico O Minuto Notícia.
Em uma ação cautelar, a Vara do Trabalho de Ouro Preto do Oeste determinou o bloqueio de até R$ 1,2 milhão em valores da empresa, como garantia para créditos discutidos no processo.
O bloqueio foi solicitado por trabalhadores demitidos após o fechamento. A decisão autorizou a busca de valores pelo sistema SISBAJUD e previu a possibilidade de restrição de veículos caso o dinheiro não fosse localizado.
A medida tem caráter cautelar: busca assegurar eventual pagamento ao fim da ação, mas não representa, por si só, que os trabalhadores receberam. O processo envolve um grupo específico de reclamantes, e o valor não deve ser confundido com o total de direitos de todos os funcionários desligados.
Em manifestação divulgada pelo portal Eu Ideal, a BMG Foods afirmou que o bloqueio comprometeu seu fluxo de caixa. A empresa alegou que a ordem teria alcançado valor superior ao discutido na ação e prejudicado outros ex-funcionários que também aguardavam pagamentos. Na ocasião, informou que adotaria medidas jurídicas para tentar reverter a decisão e regularizar os valores.
Em agosto de 2026., a Justiça do Paraná autorizou o processamento da recuperação judicial da BMG Foods. A decisão abriu caminho para que a companhia apresente um plano de reorganização das dívidas. A recuperação judicial não equivale à decretação de falência.
Em nota reproduzida por sites da Zona da Mata, a empresa afirmou que o grupo continuaria operando e que o processo serviria à reestruturação. A declaração se refere ao grupo empresarial, sem anunciar reabertura da planta de Cacoal.
O encerramento da unidade havia sido confirmado pela própria empresa em nota encaminhada à imprensa e reproduzida pelo O Minuto Notícia. Na ocasião, a BMG atribuiu a decisão a um “realinhamento estratégico” e disse que as verbas trabalhistas seriam quitadas dentro dos prazos legais.
Reportagens da época informaram que mais de 480 trabalhadores foram impactados pelo fechamento.
Até 21 de outubro, os registros localizados mostram ações trabalhistas em andamento e recurso apresentado pela empresa em processo relacionado ao bloqueio cautelar. Também há decisão de setembro em reclamação individual que menciona verbas rescisórias não pagas naquele caso.
Não foi localizada confirmação pública de que todas as pendências com os trabalhadores de Cacoal tenham sido quitadas. O espaço segue aberto para o BMG Foods de Cacoal.
A unidade foi inaugurada em julho de 2024, com expectativa de gerar mais de 400 empregos diretos. Menos de dois anos depois, o fechamento encerrou a operação industrial da BMG Foods no município e deixou trabalhadores à espera dos desdobramentos judiciais.
As informações foram divulgadas
- O Minuto Notícia — fechamento da unidade e nota da empresa
- Eu Ideal — decisão de bloqueio cautelar
- Eu Ideal — manifestação da BMG sobre o bloqueio
- TRT-14 — movimentação processual reproduzida em consulta pública
- The AgriBiz — processamento da recuperação judicial e posicionamento da empresa
- Fonte Extra — nota da empresa sobre recuperação judicial
Nelson Salles da Redação
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