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Bolsonaro é liberado para tratamento com estímulo elétrico

Defesa apresentou laudos médicos e ministro autorizou a continuidade do tratamento.

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Bolsonaro é liberado para tratamento com estímulo elétrico

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta sexta-feira (27), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a realizar sessões de neuromodulação não invasiva por estímulo elétrico craniano (CES) na prisão. O tratamento ocorrerá às segundas, quartas e sextas-feiras.

O procedimento consiste na aplicação de correntes elétricas no cérebro por meio de eletrodos, geralmente colocados nos lóbulos das orelhas. As sessões costumam durar 50 minutos e têm por objetivo tratar ansiedade, depressão e distúrbios do sono. Para Bolsonaro, há ainda a expectativa de que o tratamento ajude nas crises de soluços.

"Quando das primeiras aplicações da neuromodulação, então por oito dias, foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços que, como é de conhecimento desta Corte, tem demandado a utilização de medicação que atua no sistema nervoso central", apontou a defesa em seu pedido.

Bolsonaro apresentou resultados positivos em sessões anteriores

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Bolsonaro enfrenta problemas de saúde após facada nas eleições de 2018. (Foto: André Borges/EFE)

O método é considerado de baixo risco, com possibilidade de efeitos colaterais leves, como dormência nos ouvidos e sensação de formigamento. O ex-presidente já havia recebido o tratamento em abril de 2025. Na ocasião, os laudos demonstraram uma evolução na adaptação de 18,8% para 95%, o que é considerado "alta performance autonômica". Com isso, a melhora na estabilidade emocional foi avaliada em 406,7%.

Bolsonaro enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão. Após uma queda em sua cela, no 19º Batalhão de Polícia Militar de Brasília, ele foi submetido a um laudo. Mesmo assim, os pedidos por uma prisão domiciliar humanitária ainda não foram atendidos por Moraes, que vê na "Papudinha" um local seguro, com atendimento médico em tempo integral.

Por Vinicius Macia



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