O cenário atual da negociação pela renovação de Alexander Barboza indica uma saída do Botafogo. Com contrato até o fim do ano, o zagueiro é alvo de Cruzeiro e Palmeiras. Enquanto o mercado observa a situação do atleta, o Botafogo enxerga a assinatura de um novo vínculo como improvável.
A renovação de Barboza tornou-se pauta no Botafogo desde o início do ano e é uma das prioridades do departamento de futebol. O momento financeiro do clube trava a negociação.
No intervalo de um mês na virada do ano, o Botafogo perdeu os ídolos Marlon Freitas e Savarino para Palmeiras e Fluminense, respectivamente. Barboza, inicialmente, não entraria na lista de saídas.
As partes tiveram discordâncias financeiras que atrasaram o acerto. Quando chegaram a um acordo em relação ao aumento salarial, Barboza e seu empresário pediram garantias além dos números. O novo contrato iria até 2029, mas o vínculo não foi assinado.
A informação se tornou pública quando, em entrevista ao “Canal Vasco” e ao “VDG-CAST“, o empresário de Barboza, Juan Cruz Oller, afirmou que "se Alessandro Brito (diretor de gestão esportiva) e Deive Bandeira (diretor de player trading) ficarem no Botafogo, Barboza renova".
A declaração não caiu bem nos bastidores do Botafogo. Houve um entendimento de membros do departamento de futebol de que a declaração indicaria uma saída de Barboza sem custos.
Existem clubes interessados na contratação do zagueiro, como Cruzeiro e Palmeiras, que traçam planos para contar com o defensor. Barboza pode assinar um pré-contrato a partir de julho; depois, deixaria o Botafogo de graça.
O Botafogo enxerga a possibilidade como algo real e vê a renovação de Barboza como algo difícil de acontecer. Entende-se também que, mesmo com o pré-contrato, o zagueiro continuará como jogador alvinegro até o dia 31 de dezembro, ou seja, defenderá o clube até o fim do vínculo.
Barboza, de 31 anos, disputou até agora 117 jogos com a camisa do Botafogo, com quatro gols marcados. Ele foi campeão do Brasileirão e da Libertadores em 2024 e venceu duas edições da Taça Rio pelo Botafogo.
Por Rafael Bizarelo — Rio de Janeiro