O noticiário de hoje poderia muito bem ser um espetáculo de humor negro. Hélio Schwartsman abre o palco dizendo que o Brasil virou uma “caverna do Taleban” — e não é exagero. Aqui, pautas ficam trancadas como se fossem segredos nucleares e o ar que circula nas instituições parece reciclado desde 1822.
Dora Kramer entra em cena e confirma: o Congresso está pronto para conviver com a insubordinação, porque, afinal, nada combina mais com Brasília do que transformar a bagunça em política de Estado. É como aceitar morar com um vizinho que toca funk às três da manhã e ainda emprestar a caixa de som para ele.
Na ala esportiva, “O Mundo É uma Bola” avisa que o passaporte para a Copa do Mundo está na Inglaterra. Faz sentido — o futebol brasileiro já anda exportando craques, ilusões e esperanças há anos. Aqui, ficamos com os 7x1 e com a narração emocionada de gols que nunca acontecem.
Ruy Castro aparece com novas palavras como “almujantar” e “cibercangaço”. Perfeito. Se não conseguimos criar soluções, pelo menos inventamos verbetes para nomear a desgraça. Quem sabe o próximo seja “governalhoca” ou “democracídio”?
E para encerrar, a coluna “Morte Sem Tabu” pergunta se já pensamos no legado que vamos deixar. A resposta é simples: um país pendurado em gambiarras, governado por improviso e com uma herança que, na melhor das hipóteses, caberia numa caixa de sapato. Da Redação do site O Minuto Notícia – Informação é Poder!