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Cacau em Rondônia segue referências do mercado regional e internacional para formação de preços

Sem cotação oficial diária específica para o estado, produtores rondonienses negociam com base em referências da Região Norte, qualidade das amêndoas e valores praticados diretamente por compradores

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Produto é nobre e disputado no mercado internacional

O mercado do cacau em Rondônia não dispõe, atualmente, de uma cotação oficial diária divulgada exclusivamente para o estado nas principais tabelas nacionais de preços agrícolas. Na prática, produtores e compradores utilizam como referência os valores praticados na Região Norte, principalmente no Pará, além das condições estabelecidas em negociações diretas entre produtores, cooperativas e empresas compradoras.

Como parâmetro regional, o cacau convencional tem sido negociado em uma faixa aproximada de R$ 14,07 a R$ 19,00 por quilo, conforme a qualidade do produto, o padrão das amêndoas e a existência ou não de certificação. Essa referência, entretanto, não significa que o mesmo preço seja obrigatoriamente praticado em todos os municípios de Rondônia.

A formação do preço envolve diferentes fatores. Entre eles estão o teor de umidade das amêndoas, quantidade de impurezas, qualidade da fermentação, secagem, volume comercializado e distância até o comprador. Cacau com melhor padronização e qualidade pode alcançar condições de negociação superiores.

Outro elemento acompanhado pelo setor é o mercado internacional. Na Bolsa de Nova York, contratos futuros do cacau aparecem como importante referência para o comportamento global da commodity. Conforme os dados utilizados como referência de mercado, os contratos têm operado em torno de US$ 5.817 a US$ 5.831 por tonelada, sujeitos às oscilações características das bolsas internacionais.

Rondônia ganha espaço na produção

Cresceu muito a produção nas Regiões Central e do Jamari, em Rondônia

Rondônia possui participação relevante na produção de cacau da Região Norte e apresenta áreas com bom potencial produtivo. Municípios como Jaru, Porto Velho, Theobroma e Ouro Preto do Oeste aparecem entre as localidades onde a cultura vem se destacando.

Parte importante desse desenvolvimento ocorre através dos chamados Sistemas Agroflorestais (SAFs), nos quais o cultivo do cacau pode ser associado a outras espécies vegetais. Além da diversificação da produção, esse modelo contribui para melhor aproveitamento das propriedades e pode agregar valor ao produto.

Para o produtor rural, porém, a recomendação antes da comercialização é pesquisar diretamente no mercado local. Cooperativas, associações, armazéns e compradores instalados nos principais polos produtores podem apresentar valores diferentes daqueles encontrados nas referências gerais.

Dessa forma, quem produz cacau em municípios como Cacoal, Ji-Paraná, Jaru e demais regiões produtoras de Rondônia precisa observar não apenas a cotação regional, mas principalmente quanto os compradores efetivamente estão pagando no dia da negociação.

Em um mercado sujeito a variações de qualidade, oferta, demanda e comportamento internacional, conhecer diferentes compradores e acompanhar as referências de preços pode fazer diferença direta na renda obtida pelo produtor.



Nelson Salles da Redação

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