
Após uma longa sequência de baixas, o preço do cacau ensaiou reação na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 4,60% nesta terça-feira (31/3), para US$ 3.300 a tonelada.
Segundo análise da Barchart, o cacau chegou ao maior patamar em uma semana devido aos relatos de chuvas abaixo da média na principal região produtora de cacau do mundo.
Os volumes teriam sido insuficientes para aliviar as preocupações com a seca na Costa do Marfim e em Gana. De acordo com o Monitor Africano de Inundações e Secas, em 29 de março, a seca atingia mais da metade da Costa do Marfim e cerca de dois terços de Gana.
Além disso, a consultoria destaca que o número elevado de posições vendidas na bolsa, ou seja, fundos apostando na baixa das cotações, também motivou o ajuste positivo nos contratos futuros.
Café
O café se valorizou na sessão, tentando reverter parte das baixas registradas no dia anterior anterior. Os contratos do arábica com entrega para maio subiram 1,98%, a US$ 2,9835 a libra-peso.
Suco de laranja
Também houve alta expresstiva para os futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês), que seguem impactados por ajustes técnicos. Os contratos com entrega para maio avançaram 5,50%, cotados a US$ 1,90 a libra-peso.
Açúcar e algodão
O açúcar demerara registrou leve baixa bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam em baixa de 0,19%, a 15,52 centavos de dólar a libra-peso. O algodão também teve pouca oscilação. Os contratos da pluma para maio caíram 0,27%, cotados a 70 centavos de dólar por libra-peso.
Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)