
A Secretaria Municipal de Saúde de Cacoal (Semusa), confirmou o descarte do único caso suspeito de Mpox registrado no município em 2026. O resultado negativo foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (LACEM), em Porto Velho, após análises clínicas realizadas nas amostras coletadas do paciente.
Uma reportagem de Matheus Afonso, da TV Suruí Cacoal, canal 15.1, no programa Comando na TV, apresentado por Nelson Salles, foi ao ar nesta quinta-feira, 12 de março, tirando toda e qualquer dúvida que pairava sobre os cacoalenses.
O caso havia sido notificado no mês de fevereiro, quando um homem procurou atendimento em uma unidade básica de saúde apresentando sintomas que levantaram suspeita da doença. Mesmo antes da confirmação laboratorial, a Prefeitura de Cacoal adotou todos os protocolos de segurança recomendados pelo Ministério da Saúde.
O paciente foi imediatamente isolado e as amostras das lesões foram encaminhadas para análise na capital. Paralelamente, equipes da Vigilância em Saúde iniciaram o monitoramento do caso, com medidas preventivas para evitar qualquer possibilidade de transmissão.
Segundo a Secretaria de Saúde, o procedimento segue um protocolo rigoroso de vigilância epidemiológica.
“Como eu falei na entrevista anterior, no ano de 2025 nós tivemos um caso suspeito que acabou sendo confirmado, mas não houve nenhum caso subsequente. Em 2026 tivemos apenas um caso suspeito até o momento, e ele foi descartado pelo LACEM”, explicou a equipe da Vigilância em Saúde.
Ainda de acordo com o setor, todos os pacientes que apresentam sintomas compatíveis com a doença são imediatamente notificados e passam a ser acompanhados pelas equipes de saúde.
“A partir da notificação, trabalhamos junto com a unidade de saúde que fez o atendimento para realizar ações de vigilância, bloqueio e isolamento, justamente para evitar que haja novos casos. Também fazemos a coleta de material que é enviado ao LACEM, que é o nosso laboratório de referência para confirmar ou descartar a doença”, destacou.
Mesmo com o resultado negativo, a Secretaria de Saúde reforça a importância da vigilância constante. A recomendação é que qualquer pessoa que tenha tido contato com alguém que apresente lesões suspeitas ou que tenha viajado recentemente e apresente sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde.
Enquanto o município respira aliviado com o descarte do caso, os dados estaduais acendem um alerta para a necessidade de monitoramento contínuo.

De acordo com relatório divulgado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), o estado registrou um aumento expressivo de casos da doença entre 2025 e 2026.
No ano passado foram confirmados apenas dois casos em todo o estado. Já em 2026, até o dia 10 de março, foram confirmados 14 novos registros, representando um aumento de 600%.
Entre os casos confirmados neste ano, os homens representam 57% das ocorrências, totalizando oito dos 14 pacientes diagnosticados. A faixa etária também chama atenção: oito casos foram registrados em pessoas entre 20 e 30 anos de idade.
Outros três casos envolvem homens com mais de 30 anos, enquanto três pacientes são jovens do sexo feminino com menos de 17 anos. Entre elas está uma criança de apenas oito anos de idade.
Somando os registros de 2025 e 2026, Rondônia contabiliza 16 casos confirmados da doença. Destes, nove pacientes já foram considerados curados até o momento.
Segundo a Agevisa, apesar do aumento de notificações, não houve registro de mortes causadas pela doença em Rondônia até agora.
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