A tarde do dia 10 de fevereiro, foi de trabalho para a Polícia Militar em Espigão do Oeste (RO), após uma denúncia de maus-tratos encaminhada por uma entidade de proteção animal.
O endereço indicado ficava no bairro Caixa D’Água, onde, segundo relatos, cães estariam submetidos a condições incompatíveis com o mínimo de dignidade que se espera para qualquer ser vivo.
A informação chegou acompanhada de vídeos enviados por uma testemunha que reside em frente ao imóvel. Nas imagens, conforme apurado, apareceriam agressões físicas e circunstâncias que evidenciavam sofrimento dos animais.
A guarnição foi até a residência e, após autorização de entrada, encontrou três cães em situação irregular. Um filhote estava preso em uma estrutura improvisada semelhante a um galinheiro, compartilhando espaço com aves e sem qualquer critério adequado de higiene ou separação entre espécies.
No quintal, um cão de grande porte permanecia amarrado por corrente a uma árvore de pequeno porte, à mercê da chuva e com mobilidade bastante restrita. Como se o cenário já não fosse suficientemente constrangedor, um terceiro animal estava confinado em um dos cômodos da casa, em ambiente considerado incompatível com suas necessidades básicas.
Um dos moradores relatou aos policiais que a família possuía cinco cães e que eles teriam sido trazidos recentemente de uma propriedade rural para a residência urbana.
Diante do quadro, os animais foram recolhidos com o apoio de integrantes da associação de proteção e encaminhados a abrigo temporário, onde receberão cuidados. A responsável pelo imóvel foi conduzida à Unidade Integrada de Segurança Pública para as providências cabíveis.
A ocorrência foi registrada com fundamento no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais, que prevê punição para práticas de abuso e maus-tratos, com agravantes quando envolvem cães e gatos. O caso seguirá sob apuração das autoridades competentes.
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