O preço médio da saca de 60 quilos do café Robusta em Cacoal (RO), está cotado em aproximadamente R$ 1.035, conforme referências recentes do mercado físico de Rondônia. No cenário nacional, o Indicador Cepea/Esalq para o café Robusta/Conilon opera na faixa de R$ 1.095,15 por saca.
Embora as cotações sirvam como referência para produtores e compradores, o valor efetivamente fechado em cada negociação pode apresentar diferenças. Entre os principais fatores estão a qualidade do café, o percentual de impurezas, a umidade, a presença de grãos brocados, a classificação do lote e o custo do transporte.
A negociação local também influencia diretamente o preço. Armazéns, cooperativas, corretores e compradores diretos podem oferecer valores distintos, dependendo do volume comercializado, das condições de pagamento e do local onde o produto será entregue.
Outro ponto importante é a dinâmica diária do mercado de commodities. As cotações do café sofrem oscilações constantes, acompanhando fatores como o câmbio, a oferta mundial, as condições climáticas nas regiões produtoras e o comportamento das bolsas internacionais.
Rondônia ocupa posição de destaque na cafeicultura brasileira

Rondônia é o segundo maior produtor de café Robusta/Conilon do Brasil, ocupa a quinta colocação na produção nacional de café e lidera a atividade na Região Norte.
O estado também é reconhecido como o berço dos chamados Robustas Amazônicos e da Denominação de Origem Matas de Rondônia, formada por 15 municípios produtores. A certificação valoriza a procedência, a qualidade e as características próprias dos cafés cultivados na região.
São Miguel do Guaporé (RO), lidera a produção estadual. Outros municípios também se destacam como importantes polos cafeeiros, entre eles Cacoal, Rolim de Moura, Alta Floresta do Oeste e Nova Brasilândia do Oeste.
A cafeicultura rondoniense vem passando por um processo de modernização, com investimentos em tecnologia, melhoramento genético, manejo, irrigação e produção de cafés especiais. Esse avanço tem ampliado a produtividade e fortalecido a presença do estado no mercado nacional.
Para o produtor, entretanto, a cotação de referência não representa necessariamente o valor líquido recebido. O preço final depende da classificação do grão, da qualidade apresentada, do volume negociado, do frete e das condições acertadas em cada operação comercial.
Nelson Salles
Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!