
O mercado do café Robusta, também conhecido como Conilon, mantém preços acima da marca de R$ 1 mil por saca de 60 quilos em Rondônia. As referências recentes apontam valores entre R$ 1.010 e R$ 1.066,15, cenário acompanhado com atenção pelos produtores, especialmente nos municípios da Zona da Mata rondoniense.
Considerando essas referências, a cotação corresponde a aproximadamente R$ 252,50 por arroba de 15 quilos e cerca de R$ 16,83 pelo quilo do café.
A movimentação dos preços tem importância especial para Rondônia, onde a cafeicultura ganhou espaço nos últimos anos com o avanço da produtividade, da tecnologia aplicada às lavouras e da valorização dos cafés Robustas Amazônicos.
Apesar das referências de mercado, o valor efetivamente pago ao cafeicultor não é necessariamente o mesmo em todas as negociações. Diversos fatores interferem na formação do preço, principalmente a qualidade dos grãos.
Percentual de umidade, presença de impurezas, quantidade de grãos brocados e características do produto apresentado para comercialização podem resultar em diferenças no preço final.
A logística também pesa na negociação. Custos de transporte e escoamento da produção entre propriedades, municípios produtores e armazéns ou compradores podem provocar variações nas cotações praticadas localmente.
Na Zona da Mata, região que reúne municípios com forte presença da cafeicultura, como Cacoal e Rolim de Moura, essas condições são consideradas nas negociações realizadas entre produtores e compradores.
Mesmo com a saca acima dos R$ 1 mil nas referências atuais, especialistas do setor recomendam que o produtor acompanhe constantemente o mercado antes de fechar negócios. As cotações podem sofrer alterações conforme oferta e procura, qualidade do produto, condições de comercialização e comportamento dos mercados nacional e internacional.
Para o cafeicultor, além de observar o preço nominal da saca, é importante calcular os custos de produção, colheita, beneficiamento, armazenamento e transporte para identificar a rentabilidade efetiva da atividade.
A valorização do Robusta reforça a importância econômica da cafeicultura para Rondônia e mantém produtores atentos às oportunidades de comercialização da produção.
Nelson Salles da Redação
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