
As condições da BR-364 em Rondônia voltaram a ser alvo de críticas por parte dos caminhoneiros que utilizam diariamente a principal rodovia federal do estado. Durante uma reportagem do programa Pé na Estrada, apresentado pelo comunicador Trucão, motoristas relataram insatisfação com a qualidade dos serviços realizados ao longo da pista, atualmente administrada pela concessionária Nova 364.
Em um dos depoimentos exibidos pelo programa, um caminhoneiro afirmou que os remendos feitos no asfalto teriam deixado diversos desníveis, chamados por ele de “caroços”, provocando fortes trepidações nos veículos de carga.
Segundo o motorista, o caminhão permanece vibrando e “pulando” durante o percurso, situação que, além do desconforto, pode causar danos mecânicos e prejuízos aos profissionais do transporte.
“Está muito caroço, muito caroço mesmo. O caminhão não para de vibrar, fica só pulando”, declarou o caminhoneiro durante a entrevista.
O motorista também demonstrou insatisfação com os serviços visíveis até o momento. Na avaliação dele, as intervenções estariam concentradas principalmente na pintura da sinalização, limpeza das margens da rodovia e instalação de estruturas de apoio.
Para os caminhoneiros ouvidos, essas medidas ainda não representam as melhorias estruturais esperadas, como recuperação adequada do pavimento, implantação de terceiras faixas, duplicação de trechos e construção de pontos seguros de parada.
“Queremos pista boa, terceira faixa e duplicação. O que a gente vê é pintura de pista e limpeza das beiradas. A pista de rolamento continua a mesma coisa”, afirmou.
Trepidação pode provocar danos nos caminhões

Durante a reportagem, os profissionais também relataram que a irregularidade da pista pode afrouxar parafusos, danificar componentes e até provocar a queda de peças dos veículos.
Entre os problemas mencionados estão danos em faróis, para-choques, vidros e equipamentos fundamentais para o funcionamento dos caminhões.
Um dos motoristas contou que teria perdido o servo da embreagem depois que a trepidação afrouxou os parafusos da peça. O problema teria deixado o veículo imobilizado na rodovia.
“A trepidação vai debulhando o caminhão. Cai farol, cai para-choque, cai vidro e arrebenta peças fundamentais. O parafuso afrouxa, perde e você fica na mão”, relatou.
Motoristas comparam situação com período anterior

Em uma das declarações mais duras, um caminhoneiro afirmou considerar a situação atual pior do que no período em que a manutenção da rodovia estava sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT.
A avaliação representa a opinião do entrevistado e demonstra o grau de insatisfação de parte dos profissionais que trabalham no transporte rodoviário. Entretanto, não foram apresentados, durante o trecho divulgado, estudos técnicos comparativos entre os serviços executados anteriormente pelo poder público e os realizados atualmente pela concessionária.
Críticas ao pedágio

Além da qualidade da pavimentação, motoristas e usuários da BR-364 também questionam os valores cobrados nas praças de pedágio implantadas no trecho concedido.
Críticos da concessão classificam a tarifa como uma das mais elevadas do país e alegam que os serviços oferecidos até o momento não corresponderiam ao custo suportado por caminhoneiros, empresas de transporte e demais usuários.
A afirmação de que se trata do pedágio mais caro do Brasil, contudo, depende de comparação técnica entre tarifas, categorias de veículos, extensão percorrida e valores cobrados em outras rodovias concessionadas.
Os relatos exibidos pelo programa Pé na Estrada reforçam a cobrança por respostas da Nova 364 e por providências que garantam melhor qualidade do pavimento, segurança viária e condições adequadas para quem depende da BR-364 para trabalhar.
Da Redação
O espaço permanece aberto para que a concessionária Nova 364 apresente esclarecimentos sobre os serviços realizados, o cronograma das obras, os critérios técnicos adotados nos reparos e as reclamações apresentadas pelos caminhoneiros.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!