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Carta encontrada com suspeito reforça investigação sobre sequestro de jovem em Águas Lindas de Goiás

Documento endereçado à família de Emiliane Tamara Nunes Carvalho teria sido assinado pela vítima sob coação, segundo avaliação inicial da Polícia Militar

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Carta foi encontrada em cativeiro onde jovem foi amordaçada e acorrentada pelo ex, segundo a Polícia Militar — Foto: Reprodução/Instagram de Emiliane Tamara | Divulgação/Polícia Militar

Uma carta encontrada durante o resgate de Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, passou a integrar as investigações sobre o sequestro ocorrido em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A jovem foi localizada amordaçada e acorrentada em uma residência no Setor Jardim América III.

O ex-companheiro dela, Ailton Rodrigues, foi preso em flagrante. Após audiência de custódia realizada no sábado (22), a Justiça manteve a prisão.

O documento, escrito em uma folha de caderno e endereçado à família da jovem, contém referências a bens e valores e traz frases que chamaram a atenção dos investigadores.

“Espero não ser um adeus. Estarei sempre em espírito”, diz um dos trechos.

Em outro ponto, a carta orienta familiares sobre documentos relacionados a um carro e à escritura de uma casa, além de mencionar a possibilidade de entrega de dinheiro.

“Mamãe, vai ver um advogado aí para levar os papéis do carro, casinha, todos no meu nome. O Ailton vai deixar um valor de 30-50 mil”, consta no texto.

A mensagem também apresenta um alerta para que a polícia não fosse acionada.

Jovem passou cinco dias amarrada e amordaçada

Segundo o major Jorge Paiva, da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas de Goiás, a avaliação inicial dos policiais é de que Emiliane teria sido obrigada a assinar o documento.

O oficial afirmou ainda que a polícia acredita que a carta tenha sido produzida próximo à data do resgate. Conforme o major, o documento estava no bolso de Ailton no momento da abordagem.

A defesa do suspeito, representada pelo advogado Ilvan Barbosa, informou ao g1 que o inquérito policial ainda está em andamento e que considera prematura qualquer manifestação conclusiva sobre o mérito do caso.

As circunstâncias em que a carta foi escrita, bem como eventual participação do suspeito na elaboração de seu conteúdo, deverão ser aprofundadas pela Polícia Civil durante a investigação.

O caso continua sob apuração.



Nelson Salles da Redação

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