
Dados divulgados pela Coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) mostram que os casos de arboviroses registrados em Cacoal (RO), apresentaram redução significativa no primeiro semestre de 2026. O levantamento contempla notificações e confirmações de doenças transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika vírus.
De acordo com o relatório, entre janeiro e junho de 2026 foram notificados 49 casos suspeitos de arboviroses no município. Deste total, 17 tiveram confirmação para dengue e sete para chikungunya. Não houve confirmação de casos de zika vírus no período analisado.
Os números demonstram uma redução importante quando comparados aos anos anteriores. Em 2025, por exemplo, foram registrados 236 casos suspeitos de arboviroses, dos quais 102 foram confirmados para dengue e 34 para chikungunya. Já em 2024, o município contabilizou 408 notificações, com 156 confirmações de dengue e 37 de chikungunya.
O histórico epidemiológico mostra que o maior surto recente ocorreu em 2022, quando Cacoal registrou 2.218 casos suspeitos e 2.101 confirmações de dengue, além de sete óbitos relacionados à doença. Desde então, os índices vêm apresentando tendência de queda.

Segundo a Vigilância em Saúde, dos 49 casos suspeitos registrados em 2026, 31 ocorreram entre janeiro e abril e 18 entre maio e junho. Entre os casos confirmados de dengue, 13 foram registrados nos quatro primeiros meses do ano e outros quatro entre maio e junho. A chikungunya contabilizou sete confirmações no período, enquanto os 15 casos notificados de zika vírus foram descartados após investigação laboratorial.
Apesar da redução dos indicadores, as autoridades de saúde reforçam a importância da participação da população no combate aos criadouros do mosquito transmissor. Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água parada, manter quintais limpos e permitir o acesso das equipes de vigilância às residências, continuam sendo fundamentais para evitar novos surtos.
Os dados são provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e foram consolidados pela Coordenação de Vigilância em Saúde da SEMUSA de Cacoal.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!