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Cerveja pós-treino pode afetar ganhos musculares

Beber depois da academia não apaga todo o esforço, mas o álcool pode atrasar a recuperação muscular, prejudicar o sono e frear os resultados.

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Cerveja pós-treino pode afetar ganhos musculares

Treino intenso, roupa suada e depois… mesa de bar com os amigos. A resenha pós-futebol ou pós-academia faz parte da rotina de muita gente.

Mas a dúvida aparece rápido: será que o álcool pós-treino joga fora todo o esforço feito durante o exercício?

A resposta não é tão extrema. O álcool não anula completamente o treino. Porém, ele pode atrasar, e bastante, a evolução. Isso é mais comum quando o consumo é frequente ou acontece logo após a atividade física.

O músculo cresce na recuperação, não durante o treino

  • Durante exercícios de força, como a musculação, surgem microlesões nas fibras musculares.
  • É na recuperação que o corpo reconstrói essas fibras. Elas ficam mais fortes e, com o tempo, maiores.
  • Esse processo é chamado de síntese proteica muscular. Ele é essencial para a hipertrofia.
  • Estudos mostram que o consumo de álcool após o exercício reduz essa síntese proteica. Isso acontece mesmo quando há ingestão de proteína depois do treino.
  • Na prática, o corpo encontra mais dificuldade para transformar o estímulo do treino em ganho muscular.
  • Parte desse efeito ocorre porque o álcool interfere em vias importantes de sinalização celular, como a mTOR. Ela funciona como um dos principais “interruptores” da construção de massa muscular.

Como o álcool pós-treino afeta o corpo na prática

Recuperação muscular mais lenta

  • Segundo o educador físico Anderson Téu, da rede Academia Gaviões 24h, o momento da ingestão faz diferença.
  • Logo após o treino, o organismo está focado na regeneração das fibras musculares. Consumir álcool nesse intervalo pode reduzir a eficiência dessa reconstrução.
  • O resultado pode ser mais dor muscular. A recuperação também fica mais demorada. Com o tempo, a evolução tende a ser mais lenta.

Desidratação que prejudica o rendimento

  • O álcool tem efeito diurético. Ele aumenta a eliminação de líquidos pela urina.
  • Isso favorece a desidratação. E músculos precisam de água para funcionar bem e se recuperar.
  • Quando o corpo está desidratado, a fadiga aumenta. O desempenho no treino seguinte costuma cair.
  • Sem reposição adequada de líquidos, o álcool pós-treino pode causar mais cansaço, dor de cabeça e queda de rendimento no dia seguinte.

Sono de pior qualidade

  • Mesmo que a pessoa durma por várias horas após beber, o sono costuma ser menos reparador.
  • O álcool atrapalha fases profundas do sono. Essas fases são importantes para a liberação de hormônios ligados à recuperação muscular, como o hormônio do crescimento (GH).
  • Dormir mal com frequência afeta a disposição. A força e os resultados na academia também sofrem.

Impacto hormonal e composição corporal

  • O consumo excessivo de álcool pode afetar hormônios importantes para quem treina. Um deles é a testosterona, ligada à força e à hipertrofia.
  • Além disso, o organismo prioriza a metabolização do álcool, visto como uma substância tóxica. Com isso, a queima de gordura fica em segundo plano.
  • Quando o hábito é frequente, o acúmulo de gordura corporal se torna mais fácil.

Calorias que não ajudam nos seus objetivos

  • O álcool fornece cerca de 7 kcal por grama. É quase o mesmo valor da gordura.
  • A diferença é que ele não oferece proteínas, vitaminas ou minerais relevantes.
  • Essas calorias extras, somadas a petiscos e refeições mais calóricas, dificultam o controle da composição corporal.

Existe um jeito “menos pior” de lidar com o álcool pós-treino?

Para quem não é atleta profissional e busca equilíbrio, algumas estratégias ajudam a reduzir os danos.

Intercale bebida com água

  • Uma regra simples é alternar cada copo de bebida alcoólica com um copo de água.
  • Isso ajuda a reduzir a desidratação. Também ameniza os efeitos negativos no dia seguinte.

Coma antes de beber

  • Evite consumir álcool de estômago vazio, principalmente após treinos intensos.
  • Priorize antes uma refeição com proteínas e carboidratos. Isso já inicia o processo de recuperação muscular.
  • Evite beber logo após treinos muito pesados
  • Quanto mais intenso o treino, maior a demanda de recuperação.

Nesses casos, o ideal é deixar o consumo de álcool para outro dia. Outra opção é esperar algumas horas após o treino.

Controle a frequência

  • Segundo o especialista, o maior problema não é um episódio isolado.
  • O que pesa mesmo é o hábito frequente.
  • Ingestões ocasionais, dentro de uma rotina equilibrada de alimentação, treino e sono, tendem a ter impacto menor. Já o consumo frequente transforma o álcool pós-treino em um freio constante na evolução.

Álcool pós-treino anula os resultados?

  • O álcool pós-treino não apaga totalmente o seu esforço na academia.
  • Mas ele pode atrasar a recuperação muscular. Também piora o sono, aumenta a desidratação e dificulta a melhora da composição corporal.
  • Na prática, isso significa resultados mais lentos.

Para quem treina por saúde e estética, o segredo está no equilíbrio. Quanto mais ambicioso for o seu objetivo físico, menor deve ser o espaço do álcool na rotina.

Resumo rápido para não esquecer

  • O corpo precisa no pós-treino: Água, proteínas, carboidratos de qualidade e sono profundo.
  • O álcool pós-treino oferece em excesso: Desidratação, recuperação muscular mais lenta, sono ruim e calorias vazias.