
A cesta básica custou R$ 691,25 em Porto Velho, segundo o levantamento mais recente da Conab e do Dieese, referente a setembro de 2026. O valor subiu 3,98% em relação a agosto, 11,30% em 12 meses e 16,76% desde dezembro de 2025. A capital de Rondônia é referência para o restante do estado, conforme o levantamento.
Feijão, tomate e arroz lideram as altas

Entre setembro de 2025 e setembro de 2026, oito dos 12 itens da cesta ficaram mais caros. O feijão carioca subiu 44,19%; o tomate, 29,07%; e o arroz agulhinha, 26,27%. Também tiveram altas a carne bovina de primeira (15,63%), o leite integral (7,79%), a banana (4,99%), a farinha de mandioca (1,45%) e o pão francês (0,92%).
Outros produtos registraram queda no período: açúcar cristal (-18,68%), café em pó (-14,61%), manteiga (-5,90%) e óleo de soja (-4,32%). Portanto, a alta do custo total não significa que todos os alimentos tenham aumentado.
Clima e logística ajudam a explicar o cenário

Conab e Dieese apontaram que questões climáticas e problemas de logísticas associados ao cenário internacional pressionaram os preços dos alimentos. Em análise sobre o abastecimento atacadista, a Conab também relatou que chuvas em regiões produtoras do Sul e do Sudeste prejudicaram colheitas e reduziram a oferta de produtos como tomate, batata e cebola. Esses fatores ajudam a contextualizar o mercado, mas não identificam uma causa única para cada preço praticado em Porto Velho.
Salário mínimo e poder de compra

O salário mínimo passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026, reajuste nominal de 6,79%. No comparativo de setembro contra setembro em Porto Velho, porém, a cesta subiu 11,30%. O tempo de trabalho necessário para comprá-la aumentou de 90 horas e 1 minuto, em setembro de 2025, para 93 horas e 49 minutos, em setembro de 2026. A parcela do salário líquido comprometida com a cesta passou de 44,23% para 46,10%.
Em novembro de 2025, a cesta custava R$ 614,13. Mas, até 5 de novembro de 2026, o levantamento oficial de novembro deste ano ainda não havia sido divulgado. Por isso, a comparação mais justa disponível é setembro de 2025 contra setembro de 2026; ainda não é possível afirmar quanto a cesta subiu de novembro para novembro.
Nelson Salles da Redação
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