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Chás podem ajudar na gripe? Especialistas explicam o que é mito e verdade

Especialistas explicam como chás para gripe ajudam no alívio e alertam para riscos do uso excessivo e sem orientação

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Chás podem ajudar na gripe? Especialistas explicam o que é mito e verdade

Os chás para gripe são uma das alternativas mais buscadas quando surgem sintomas como dor de garganta, congestão e mal-estar. Especialistas alertam que as infusões não curam infecções virais, mas podem ajudar no alívio dos sintomas quando usadas de forma adequada.

A nutricionista Fernanda Coimbra, da Tivolly, em Brasília, explica que alguns ingredientes possuem substâncias com potencial benéfico. “Alguns chás têm compostos bioativos com evidências interessantes para ajudar durante quadros virais, principalmente no alívio de sintomas como congestão, dor de garganta, náusea e mal-estar”, afirma.

Já a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, reforça a necessidade de separar tradição de evidência científica. “Não existe chá capaz de curar a gripe, já que se trata de uma infecção viral”, destaca.

Compostos naturais dos chás ajudam no alívio

Entre os principais chás para gripe, ingredientes como gengibre, alho e limão aparecem com frequência. Isso não é por acaso. O gengibre contém gingeróis e shogaóis, substâncias com ação anti-inflamatória e antioxidante. O alho, por sua vez, possui alicina, associada à modulação do sistema imunológico, enquanto o limão contribui com vitamina C e antioxidantes.

Além desses, ervas como hortelã e guaco também são utilizadas por seus efeitos leves expectorantes e pela sensação de melhora na respiração.

Mesmo assim, Taynara faz um alerta importante sobre a real eficácia desses compostos. “Na forma de chá, a concentração desses compostos é relativamente baixa, o que limita seus efeitos terapêuticos”, explica.

Quantidade e riscos do consumo

Apesar de naturais, os chás para gripe não são isentos de riscos. O consumo exagerado pode causar desconfortos gastrointestinais e até interferir na ação de medicamentos.

Fernanda chama atenção para esse ponto. “Natural não significa liberado sem limites. Em excesso, esses ingredientes podem irritar o estômago, causar desconfortos gastrointestinais e até interferir na ação de alguns medicamentos”, afirma.

De forma geral, o consumo de duas a três xícaras por dia é considerado seguro para adultos saudáveis. Ainda assim, pessoas com condições específicas devem ter cautela.

Grupos como gestantes, lactantes, hipertensos e indivíduos com gastrite, refluxo ou em uso contínuo de medicamentos precisam de atenção redobrada. Alguns compostos naturais podem potencializar efeitos de remédios, como anticoagulantes e medicamentos para pressão arterial ou glicemia.

Imunidade não depende de soluções rápidas

Outro ponto que gera confusão é a ideia de que chás fortalecem a imunidade de forma imediata. Especialistas são diretos ao desmistificar essa crença.

“Imunidade é construída com constância, alimentação equilibrada, sono, manejo do estresse, atividade física e nutrientes adequados”, explica Fernanda.

Na prática, os chás para gripe funcionam como coadjuvantes no tratamento. Eles ajudam na hidratação e no conforto durante a doença, mas não substituem cuidados essenciais. Hidratação, descanso e, quando necessário, acompanhamento médico continuam sendo as principais recomendações.

Por Bianca Queiroz


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