A China passou a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira que ultrapassar a cota estabelecida para 2026, após o Brasil atingir 100% do limite autorizado pelo governo chinês.
A confirmação consta em comunicado oficial do Ministério do Comércio da China. Segundo o documento, a cota brasileira foi integralmente alcançada em 29 de setembro. A cobrança adicional começou à zero hora de 1º de outubro, conforme determinação prevista nas medidas de salvaguarda adotadas pelo país asiático.
A sobretaxa é aplicada sobre o volume que exceder a quantidade anual autorizada e se soma à tarifa normalmente cobrada na importação do produto brasileiro.
O limite brasileiro para 2026 ficou em aproximadamente 1,1 milhão de toneladas de carne bovina. A China já havia alertado, em agosto, que o Brasil tinha utilizado 90% da cota disponível.
A decisão merece atenção especial em estados com forte participação na pecuária, como Rondônia. A aplicação da tarifa pode reduzir a competitividade das cargas que ultrapassarem o limite e influenciar as decisões de frigoríficos e exportadores sobre novos embarques.
Isso não significa, necessariamente, queda automática no preço do boi no mercado interno. O impacto dependerá do ritmo das exportações, da procura de outros mercados e das estratégias adotadas pelos frigoríficos.
A agência Reuters também confirmou que a China estabeleceu a tarifa adicional após o Brasil alcançar a cota anual destinada ao mercado chinês.
Fonte oficial: Ministério do Comércio da China.
Nelson Salles da Redação
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