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Comando na TV conversa com advogados de defesa em caso de jovens que fugiram para o Riozinho, em Cacoal, RO

Os três advogados afirmam que o caso envolve segredo de justiça, respeito à menor e análise das provas, sem exposição de detalhes dos autos.

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Doutores Nilton Rios, Walison Resende e Luiz Fernando Schmitt ao lado de Nelson Salles na TV Suruí Cacoal

A defesa do jovem suspeito de abuso de vulnerável em Cacoal (RO), caso que envolve uma criança de 12 anos que fugiu com ele após deixar o shopping da cidade e rumar para o Riozinho, bairro que fica a 10 km do centro da cidade, se manifestou publicamente nesta segunda-feira, 28 de setembro, no programa Comando na TV, pela TV Suruí Cacoal, canal 15.1.

Os advogados Luiz Fernando Schmitt, Nilton Cézar Rios e Walisson Rezende disse que estão focados no respeito à vítima, preservação do segredo de justiça e garantia do devido processo legal. A manifestação conjunta foi ao ar ao vivo, durante entrevista ao apresentador Nelson Salles.

Ainda conforme os advogados, o escritório que representa o suspeito, reforça que não irá comentar provas, depoimentos ou detalhes do processo, justamente por se tratar de um caso que envolve criança e tramita sob cautelas legais.

A defesa também afirma que não pretende discutir a conduta da vítima. O posicionamento segue a linha de que, em casos envolvendo menor de 14 anos, questões como consentimento, eventual relacionamento ou experiência anterior não têm relevância jurídica para afastar o tipo penal previsto no artigo 217-A do Código Penal.

Durante a entrevista, os advogados sustentaram que a gravidade da acusação exige rigor técnico na análise do caso. A defesa reconhece a comoção social provocada por acusações dessa natureza, mas afirma que a resposta deve ocorrer dentro dos limites do processo, com respeito às garantias constitucionais.

Outro ponto destacado é a individualização da situação do suspeito. De acordo com a defesa, o acusado é um jovem de 20 anos, sem antecedentes, e possui histórico de acompanhamento especializado desde a infância. Os advogados ressaltam, porém, que essa informação não será apresentada como justificativa para qualquer conduta, mas como elemento que, segundo eles, deve ser conhecido e avaliado pela Justiça.

A defesa também afirma que eventuais questões técnicas ligadas à saúde ou ao desenvolvimento devem ser analisadas por perícia, sob contraditório, sem substituir a apuração dos fatos.

Veja a entrevista em dois blocos do programa Comando na TV, abaixo:




Nelson Salles da Redação

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