O caso envolvendo uma criança de apenas três anos em Ji-Paraná (RO), provocou forte comoção e mobilizou forças de segurança, profissionais de saúde e o Conselho Tutelar. A ocorrência, registrada na segunda-feira, dia 24 de fevereiro, de 2026, segue sob investigação da Polícia Civil. As informações são do jornalista Edivaldo Gomes, que divulgou vídeo com entrevistas.
Em entrevista, o conselheiro tutelar Josimar Borges — que acompanhou o atendimento desde a chegada da menina à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) — classificou a situação como uma das mais impactantes que presenciou em dois anos de atuação na função.
Segundo ele, o Conselho Tutelar foi acionado por volta das 13h30 e permaneceu na unidade de saúde até aproximadamente 15h30, acompanhando a criança e a mãe. A Polícia Militar também esteve no local prestando apoio.
De acordo com o relato do conselheiro, a menina apresentava sangramento intenso, o que exigiu múltiplas trocas de fralda ainda na UPA. Diante da gravidade do quadro, a criança foi encaminhada ao Hospital Municipal, onde passou por procedimento cirúrgico.
A versão apresentada pelo padrasto — de que a lesão teria ocorrido durante um banho após uma suposta queda — é vista com forte reserva pelas autoridades que acompanharam o caso.
— “Pelo que presenciei, é muito difícil acreditar que tenha sido um acidente”, afirmou Josimar, ressaltando que a conclusão definitiva depende do laudo pericial e das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Ainda conforme o conselheiro, a mãe inicialmente demonstrou resistência em acreditar na possibilidade de violência, mas foi orientada sobre a necessidade do registro do boletim de ocorrência, medida indispensável para a realização da perícia médico-legal.
O caso teve desdobramento rápido no âmbito judicial. Segundo informado, o laudo preliminar foi encaminhado com urgência ao delegado de plantão, o que subsidiou a representação pela prisão preventiva do suspeito — medida que já foi decretada.
As autoridades reforçam que a identidade da criança, dos familiares e do investigado permanece preservada, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil segue responsável pela apuração completa dos fatos, e novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
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