
O Conselho Municipal de Saúde de Cacoal (CMS) tornou pública, no dia 14 de abril, uma nota de repúdio e solidariedade diante de uma conduta considerada inaceitável por parte de um médico da rede municipal.
O caso teria ocorrido no Hospital Municipal de Cacoal e envolve relatos de desrespeito e discriminação contra uma paciente durante atendimento.
De acordo com o documento, o profissional teria proferido comentários de cunho misógino, além de adotar postura considerada desumana ao abordar a paciente. Entre as falas apontadas, estaria a afirmação de que “mulher aguenta dor porque pariu”, o que, segundo o Conselho, ultrapassa os limites éticos da medicina e fere princípios básicos de dignidade humana.
VEJA A PUBLICAÇÃO DOS RELATOS ABAIXO:
Na nota, o CMS destaca que a dor é uma experiência individual e subjetiva, não podendo ser utilizada como instrumento de julgamento ou humilhação. O órgão enfatiza que atitudes desse tipo reforçam estereótipos de gênero e não têm espaço no Sistema Único de Saúde (SUS), cuja diretriz fundamental é o atendimento humanizado.
O Conselho reforçou ainda que o papel do profissional da saúde é acolher, diagnosticar e tratar, jamais ridicularizar pacientes, especialmente em momentos de vulnerabilidade. A entidade também reiterou seu compromisso com a fiscalização dos serviços de saúde no município.
Por fim, o CMS manifestou solidariedade à paciente e informou que acompanhará a apuração dos fatos junto à direção da unidade hospitalar, a fim de garantir que medidas administrativas e éticas sejam devidamente adotadas.
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