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Construtor é condenado a mais de 30 anos por feminicídio em Cacoal

Waldeci Luiz teve a maior condenação da segunda pauta do juri de 2025

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Construtor é condenado a mais de 30 anos por feminicídio em Cacoal

Em um dos julgamentos mais rápidos do mês e com a maior pena de agosto até o momento, Waldeci Luiz de Azevedo, de 59 anos, foi condenado a 30 anos e 6 meses de prisão pelo feminicídio de Márcia de Fátima de Oliveira, de 49 anos. O crime, que chocou a cidade de Cacoal no final do ano passado, foi amplamente divulgado na época por ter sido registrado por câmeras de segurança.

O júri popular, o quarto da segunda pauta de 2025, durou menos de três horas e ocorreu nesta quinta-feira (14). Waldeci, que atuava como construtor, foi defendido pela Defensoria Pública após alegar falta de condições financeiras para contratar um advogado. O assassinato aconteceu no bairro Floresta, em via pública. As imagens de segurança mostram uma discussão entre Waldeci e Márcia. A briga escalou após a vítima, em meio a xingamentos, tentar danificar o carro do acusado com uma pedra. Waldeci, então, se aproximou pelas costas e desferiu o primeiro golpe de faca. Márcia tentou fugir, gritando por socorro, mas foi perseguida e atacada com diversos outros golpes. A mulher, que segundo apuração da reportagem sofria com problemas de saúde, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após o crime, Waldeci fugiu no veículo. A Polícia Militar, com apoio da perícia, encontrou o carro e, dentro dele, a arma utilizada no assassinato. A promotoria ressaltou a brutalidade do crime e a falta de valor à vida de Márcia, principalmente pelo fato de ela ter gritado diversas vezes que amava o agressor e pedia para que ele parasse. Durante o julgamento, Waldeci afirmou aos jurados que Márcia havia danificado "o maior bem que ele tinha", seu carro. Esse argumento foi interpretado pelo júri como a prova de que ele valorizava mais o veículo do que a vida da mulher com quem conviveu por 15 anos. A condenação de Waldeci foi por feminicídio, agravado por duas qualificadoras: meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena-base de 27 anos foi reduzida para 22 anos devido à confissão do crime. No entanto, o acréscimo das qualificadoras resultou na pena final de 30 anos e 6 meses de prisão. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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