
Quem passou pelo Beira Rio, em Cacoal (RO), no último final de semana, precisou mais do que disposição: foi necessário encarar o barulho ensurdecedor dos motores e, claro, não ter apego à roupa limpa. A matéria é de Matheus Afonso, repórter da TV Suruí Cacoal, canal 15.1, que fez a cobertura do evento.
O cenário foi dominado por lama, velocidade e uma energia típica de eventos que misturam tradição e adrenalina no interior rondoniense.
A já conhecida Corrida de Jericos voltou a transformar a capital do café em um verdadeiro reduto do automobilismo alternativo, reunindo competidores de diversas regiões e um público fiel, apaixonado por esse estilo peculiar de competição.
Entre os destaques, pilotos vindos de municípios como Alto Paraíso e Buritis reforçaram o sentimento de pertencimento ao evento, que, segundo eles, “corre na veia”.

Mas nem só de tradição viveu o evento. Uma das cenas mais curiosas ficou por conta de um teste inusitado protagonizado pelo prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que decidiu colocar um carro elétrico à prova em meio à lama da pista. A dúvida que pairava no ar — e também entre os presentes — era direta: afinal, carro elétrico pode encarar água e barro? A experiência, acompanhada de perto pelo público, virou um dos momentos mais comentados do fim de semana.
Durante o dia, a perícia e a velocidade dominaram a pista. Já à noite, o clima mudou completamente com o “Destroy Cars”, espetáculo que elevou o conceito de “bagunça organizada” a outro nível. Veículos já destinados ao ferro-velho entraram na arena para uma espécie de batalha mecânica, em um verdadeiro show de colisões e resistência.

Para muitos participantes, o evento foi mais do que entretenimento. Foi reencontro com uma tradição que havia ficado ausente por anos. Pilotos destacaram a expectativa e a emoção de voltar a competir em Cacoal, ressaltando a importância da retomada da corrida para a cultura regional.
Entre lama, motores e nostalgia, o fim de semana no Beira Rio deixou claro: em Rondônia, quando o assunto é corrida de jerico, não é apenas competição — é identidade, paixão e, acima de tudo, uma celebração coletiva.
