
O homem identificado como Zilivaldo Silva Santos, de 32 anos, conhecido pelo apelido de “Fabinho”, que foi morto a tiros dentro de uma caminhonete Toyota Hilux branca no estacionamento da Feira Livre do Produtor Rural, em Ariquemes (RO), pode ter sido vítima de emboscada. O crime ocorreu em uma área movimentada da cidade, nas proximidades de órgãos públicos, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Um dos aspectos mais graves da ocorrência foi a presença da filha da vítima, uma criança que estava dentro do veículo no momento dos disparos. A menina não foi atingida, mas presenciou a ação criminosa.
O delegado Francisco Borges, responsável pela investigação, confirmou a informação durante entrevista concedida ao Canal 35. Segundo ele, a forma como o homicídio foi praticado indica que o autor teria aguardado uma oportunidade para atacar a vítima.
De acordo com as informações levantadas pelas equipes policiais, o suspeito teria chegado ao estacionamento em uma motocicleta Honda Bros preta, desembarcado e caminhado em direção à caminhonete onde Zilivaldo estava.
Quando a vítima entrou no veículo, o homem teria se aproximado e efetuado uma sequência de disparos de arma de fogo. Em seguida, fugiu na motocicleta.
A Polícia Militar encontrou diversas cápsulas deflagradas no local. A caminhonete apresentava aproximadamente nove marcas de tiros, e os primeiros levantamentos apontaram a utilização de munição de calibre .40.
Durante a entrevista, o delegado informou que a vítima teria sido atingida por cerca de sete a nove disparos, mas ressaltou que a quantidade exata de ferimentos ainda depende dos exames periciais.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas o médico que acompanhava a equipe constatou que Zilivaldo já estava morto no interior da caminhonete.
A presença de uma criança no local chamou a atenção dos investigadores. Conforme o delegado Francisco Borges, a filha de Zilivaldo estava na caminhonete e escapou dos disparos.
O delegado destacou a gravidade do episódio, especialmente porque ocorreu durante o dia, em uma região frequentada por comerciantes, trabalhadores e moradores.
Segundo a autoridade policial, ainda não é possível afirmar se o atirador sabia que havia uma criança no veículo, que possuía película nos vidros.
Os elementos iniciais indicam que Zilivaldo era o alvo da ação criminosa, mas a motivação do homicídio ainda está sendo apurada.
A Delegacia de Homicídios de Ariquemes trabalha com a possibilidade de que o crime tenha sido planejado.
De acordo com Francisco Borges, a dinâmica dos disparos sugere que o executor conhecia a movimentação da vítima e aguardou o momento em que ela entrasse na caminhonete para realizar o ataque.

O delegado explicou que os tiros foram concentrados em Zilivaldo, característica considerada relevante para a reconstrução da dinâmica do homicídio.
Apesar dos indícios de uma ação direcionada, a Polícia Civil ainda não confirmou a motivação do crime nem a existência de mandantes ou outros participantes.
Até o momento das declarações, as informações investigativas apontavam para a participação direta de um atirador.
Durante as diligências, os policiais identificaram câmeras de monitoramento instaladas em diferentes pontos da região, incluindo equipamentos próximos à Avenida Tancredo Neves, à Rua União e à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
As imagens poderão auxiliar na identificação do suspeito, na reconstrução do percurso utilizado durante a fuga e no esclarecimento das circunstâncias do homicídio.
A Polícia Civil também está ouvindo testemunhas e familiares, além de analisar informações obtidas durante as primeiras diligências.
Após os disparos, a Hilux branca em que Zilivaldo estava colidiu contra uma Ford Ranger estacionada nas proximidades.
Outra caminhonete, uma Toyota Hilux prata, foi encontrada após atingir um muro nos fundos do Tribunal de Justiça de Rondônia. O proprietário foi identificado e ouvido como testemunha.
Durante a vistoria no veículo da vítima, os policiais encontraram dois aparelhos celulares, documentos pessoais, cartões bancários e documentação referente a uma arma de fogo registrada em nome de Zilivaldo.
A arma mencionada nos documentos não foi localizada. Os materiais considerados relevantes foram encaminhados à autoridade policial para análise.

O delegado esclareceu que Zilivaldo era conhecido popularmente pelo apelido de Fabinho, o que provocou dúvidas iniciais sobre sua identificação.
Segundo Francisco Borges, a vítima residia em Ariquemes e também mantinha negócios no município de Buritis.
A Polícia Civil procura esclarecer se havia algum conflito ou outra circunstância que possa ter motivado o assassinato. Nenhuma hipótese foi confirmada oficialmente.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Ariquemes.
Pessoas que tenham informações sobre o crime podem procurar a unidade policial, na UNISP de Ariquemes. Também é possível comunicar informações pelo telefone 190, da Polícia Militar, que recebe chamadas de emergência. A autoridade policial afirmou que a identidade dos colaboradores será preservada.
Até a última informação disponível, a autoria e a motivação do homicídio permaneciam sem esclarecimento oficial.
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