MENU

Criança não resiste após ser infectada por ameba conhecida como “comedora de cérebro”

Criança apresentou sintomas graves após contato com água contaminada, apontam investigações.

Compartilhar:
1778237644_ca279035b96dbec0e212.jpg
Especialistas alertam para cuidados em ambientes de água doce sem tratamento adequado

Uma criança de nove anos morreu após contrair uma infecção rara causada pela ameba conhecida como “comedora de cérebro” em Rondônia. A vítima era de Machadinho D’Oeste e estava internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro).

O diagnóstico da doença foi confirmado em 10 de abril, após análises laboratoriais. No entanto, a criança morreu no dia 3 de abril, antes da confirmação do caso. A investigação epidemiológica foi realizada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa).

O Segundo a Agevisa, a infecção é causada pela ameba microscópica de vida livre Naegleria fowleri, encontrada em águas doces e mornas, como rios, lagos e açudes. A contaminação acontece quando a água contaminada entra pelo nariz, permitindo que a ameba alcance o cérebro pelo nervo olfativo. A doença não é transmitida pela ingestão de água contaminada nem pelo contato entre pessoas.

A investigação foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Machadinho D’Oeste, que enviou amostras para análise no Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen). A confirmação do caso veio do Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo.

Orientações e sintomas

De acordo com a Agevisa, após entrar pelo nariz, a ameba consegue atingir o cérebro por meio do nervo ligado ao olfato. No organismo, ela provoca uma inflamação severa e destrói tecidos cerebrais, causando uma infecção rara e grave chamada Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP).

Os primeiros sintomas da infecção são dor de cabeça, febre, enjoo e vômito. A doença pode piorar rapidamente, por isso, em casos suspeitos, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes.

Apesar da gravidade, o risco de infecção pela ameba Naegleria fowleri é considerado muito raro, mesmo em locais onde ela pode estar presente.

A recomendação da Agevisa é evitar que água suja entre pelo nariz, principalmente ao mergulhar em rios, lagos e açudes. Também é importante usar água tratada ou fervida para limpar o nariz e tomar cuidado com a água usada em casa em objetos que possam ter contato com a respiração.

Fonte: g1 RO

Junte-se ao Nosso Grupo! Receba notícias em primeira mão

Faça parte do nosso grupo WhatsApp.

Entrar Agora →