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Crise na saúde pública expõe colapso silencioso em Cacoal e região

Com apenas um anestesista escalado para todo o mês de abril, Hospital Regional evidencia fragilidade estrutural que afeta diretamente mais de 30 municípios.

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Hospital Regional de Cacoal

A saúde pública no município de Cacoal (RO), sob gestão do Estado de Rondônia, alcança um ponto crítico que já não permite mais silêncio — sobretudo por parte da imprensa, que tem o dever de expor a realidade sem filtros ou maquiagem institucional.

O apresentador Nelson Salim Salles, fez um desabafo nesta quarta-feira, 1º de abril, dia do 3º aniversário a frente de um programa de TV em Cacoal.

Nelson vem tratando os rins desde julho de 2025 e ficou uma temporada internado, por causa da demora na realização de procedimentos cirúrgicos. Além de ir para a Sala Vermelha do Heuro, ficou ao todo, em dias alternados, quase dois meses internado.

De acordo com o apresentador, o cenário atual é, no mínimo, preocupante. Para muitos, já ultrapassa o limite do aceitável. A chamada macro região 2, composta por cerca de 34 municípios, depende diretamente de duas unidades hospitalares: o Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia (HEURO) e o Hospital Regional de Cacoal (HRC). Ambas operam sob forte pressão e sinais evidentes de sobrecarga.

O dado mais alarmante, no entanto, escancara a dimensão do problema: o Hospital Regional de Cacoal conta, neste mês de abril, com apenas uma anestesista escalada para atender toda a demanda da unidade. A informação é pública, verificável e revela mais do que um déficit técnico — aponta para um colapso anunciado.

Sem anestesista, não há cirurgia. Sem cirurgia, há dor prolongada, agravamento de quadros clínicos e, em casos extremos, risco real de morte. Trata-se de uma engrenagem básica da saúde hospitalar que, ao falhar, compromete todo o sistema.

E a crise não se limita a isso. As duas principais unidades da região enfrentam escassez de cirurgiões, limitações estruturais e sinais claros de ineficiência na gestão. O reflexo é direto: pacientes aguardam por tempo indeterminado, profissionais trabalham no limite e famílias vivem sob constante incerteza.

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Hospital de Emergência e Urgência de Cacoal (Heuro)

Diante disso, a pergunta que ecoa é inevitável: até quando? Até quando uma região inteira continuará refém da improvisação? Até quando eventos e discursos serão utilizados como cortina de fumaça para encobrir falhas estruturais?

Enquanto isso, a disparidade no acesso à saúde se torna cada vez mais evidente. Autoridades e agentes públicos dispõem de estruturas rápidas e eficientes quando precisam, enquanto a população enfrenta filas, burocracia e demora.

Saúde pública não é favor — é obrigação constitucional do Estado. E o que se presencia hoje em Cacoal exige mais do que explicações: exige ação imediata, transparência e responsabilidade por parte da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU).

Porque, no fim das contas, não se trata de números ou estatísticas. Trata-se de pessoas. E vidas não têm preço — têm valor.


Assista ao vídeo da abertura do programa, abaixo:





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