
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas volta a apresentar crescimento em reais na safra 2025/26, e deve encerrar o ciclo com uma expansão na faixa de 8% em relação à temporada 2024/25, chegando a um número da ordem de R$ 106 bilhões. A estimativa faz parte do estudo anual FarmTrak, da Kynetec Brasil.
No ciclo 2024/25, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas teve incremento de 3% em reais, para R$ 98,73 bilhões. Em dólares, no entanto, houve retração de 7%, para US$ 18,1 bilhões, resultado da desvalorização do real em relação ao dólar no período, que saiu de R$ 4,94 para R$ 5,46.
“Esse crescimento potencial deve ser puxado pelas culturas de soja e milho e relacionado ao aumento de área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados”, afirmou Lucas Alves, gerente de pesquisas da Kynetec Brasil.
A cultura da soja representa 51% dos defensivos agrícolas vendidos no Brasil, enquanto o milho responde por 16% das vendas do setor. Na sequência estão cana-de-açúcar (8%), algodão (7%), pastagem (4%), café (3%) e trigo (2%).
Ainda segundo o estudo, na safra 2024-25, as vendas de defensivos apresentaram uma leve recuperação em reais, de 3%, resultado de novos investimentos do produtor para ampliar a área plantada (em 2%) e impulsionar (em 9%) os manejos adotados nas lavouras. “Apesar de ter prevalecido, ainda, um quadro de acomodação de preços de oito pontos negativos”, afirmou Alves.
O estudo FarmTrak envolve mais de 3 mil entrevistas realizadas diretamente com produtores, em toda a fronteira agrícola nacional.
Por Cibelle Bouças — Belo Horizonte