A delegada da Polícia Civil Fabiana May, concedeu, na manhã desta terça-feira, dia 10 de março, coletiva de imprensa para esclarecer os desdobramentos da investigação que resultou na prisão preventiva do servidor da Câmara Municipal de Vereadores de Cacoal (RO), suspeito de abusar sexualmente de duas crianças. As informações são da TV Surui Cacoal, que acompanhou a coletiva.
O inquérito policial foi instaurado logo após a denúncia chegar ao plantão da Polícia Judiciária. Como o caso envolve crimes contra crianças, a ocorrência foi posteriormente encaminhada à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, responsável pela apuração de delitos dessa natureza.
Segundo a autoridade policial, assim que a equipe tomou conhecimento dos fatos, as investigações foram tratadas com prioridade. Testemunhas foram localizadas, diversas pessoas foram ouvidas e diligências foram realizadas para reunir elementos que pudessem esclarecer a ocorrência.
Com base nas informações coletadas durante a fase inicial das investigações, a Polícia Civil entendeu haver indícios de autoria e materialidade do crime.
Um dos laudos periciais analisados pela equipe apontou resultado positivo, fortalecendo a linha investigativa e fornecendo base jurídica para a solicitação da prisão preventiva do investigado.
O pedido foi encaminhado ao Poder Judiciário e a medida cautelar foi decretada. A partir da decisão judicial, uma equipe da
Delegacia de Atendimento à Mulher, com apoio de policiais civis de Pimenta Bueno, deslocou-se até o município vizinho, onde o suspeito foi localizado e preso na tarde de segunda-feira, dia 9 de março.
Após a prisão, o homem foi conduzido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Conforme prevê a legislação processual penal, a Polícia Civil tem agora o prazo de até 10 dias para concluir o inquérito policial, considerando que o investigado se encontra preso. Durante esse período, novas oitivas e diligências ainda serão realizadas para complementar as investigações.
Ao final, será elaborado um relatório detalhado que será encaminhado ao Ministério Público, órgão responsável por analisar o material produzido e decidir se oferecerá ou não denúncia formal contra o investigado.

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