A Polícia Civil trouxe novos e importantes esclarecimentos sobre o assassinato da professora Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, ocorrido na sexta-feira, 6 de fevereiro, em Porto Velho (RO). O caso, que rapidamente ganhou repercussão em todo o país, passou a ser acompanhado de uma enxurrada de versões, teorias e “roteiros alternativos” produzidos à velocidade das redes sociais.
Em entrevista concedida na capital, a delegada responsável pelo inquérito, Leisaloma Carvalho, foi categórica ao desmontar uma das principais narrativas que circulavam: a existência de um suposto relacionamento amoroso entre a vítima e o autor do crime, João Cândido da Costa Júnior, de 24 anos. Segundo a autoridade policial, a informação não procede.
Ao contrário do que vinha sendo repetido, a investigação aponta que a professora evitava qualquer aproximação e era, na verdade, alvo de insistentes investidas do agressor.
A delegada explicou que a própria vítima teria deixado claro ao suspeito que a instituição de ensino não permitia esse tipo de relação entre professor e aluno, ou seja, reciprocidade zero, insistência máxima.
A apuração também derrubou outros boatos que ganharam força, inclusive fora do estado. Entre eles, a alegação de que a faca utilizada no crime teria sido apresentada pela vítima ao agressor e a versão de que uma eventual nota acadêmica teria motivado o ataque. Nada disso se sustenta à luz dos elementos reunidos até o momento.
Durante a entrevista, a delegada ainda mencionou a circulação de declarações feitas por um político da capital, que chegou a citar trecho de um suposto boletim de ocorrência para reforçar a tese de relacionamento entre autor e vítima. A fala viralizou, especialmente em grupos de mensagens, e recebeu duras críticas.
Para a Polícia Civil, o que existe de concreto é que o investigado teria alimentado sozinho a ideia de um envolvimento. Movido por ciúmes após ver a mulher em companhia do namorado em uma rede social, ele teria decidido agir. Depois do crime, foi preso e optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
A investigação segue em andamento, mas a linha adotada pela polícia é clara: separar fatos de ficção e impedir que versões fantasiosas ocupem o espaço das evidências.
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Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!