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Demissão no PSB resulta em troca de ministro por Geraldo Alckmin

Mudança ocorre após pedido de demissão em meio a pressões internas no PSB, levando Geraldo Alckmin a reestruturar o comando da pasta

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Também ligado ao PSB, Paulo Henrique Rodrigues Pereira é o novo ministro do Empreendedorismo. (Foto: )

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nomeou Paulo Henrique Rodrigues Pereira para o cargo de ministro do Empreendedorismo após o então ocupante, Tadeu Alencar, relatar pressão do PSB, partido ao qual é filiado, e decidir pedir demissão. A nomeação foi publicada na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial da União.

Tanto ex quanto atual ministro são vinculados ao partido presidido por João Campos. Rodrigues Pereira foi secretário nacional de Justiça enquanto Ricardo Lewandowski era ministro da Justiça e Segurança Pública. O cargo foi deixado por Márcio França (PSB), que é pré-candidato ao Senado por São Paulo. Com isso, seu secretário-executivo assumiu.

Em suas redes sociais, Alencar negou que tenha reivindicado ou articulado em prol de sua nomeação. "A minha nomeação para Ministro do Empreendedorismo, sobre ser uma honra para qualquer servidor público de carreira, terminou por acarretar tensões no meu partido, o PSB, que são, sob todos os aspectos, indesejáveis", contou.

O novo ministro é doutor em Filosofia e Direito e professor na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição em que leciona o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Já o ex-ministro tem um perfil mais político. Advogado e especialista em Direito Tributário, Tadeu Alencar venceu as eleições em 2022 como deputado federal, para exercer seu terceiro mandato consecutivo, mas se licenciou para atuar na Esplanada. Advogado, foi secretário nacional de Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O PSB conseguiu manter o vice-presidente, Geraldo Alckmin, na chapa do presidente Lula (PT) para as eleições de 2026. Em troca, Alckmin deve ajudar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) em sua campanha ao governo paulista, sobretudo no interior.

Por Vinicius Macia



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