
Uma movimentação envolvendo deputados federais de Rondônia, provocou intensa repercussão nas redes sociais após a divulgação de uma emenda relacionada ao debate sobre o fim da escala 6x1, atualmente em análise no Congresso Nacional. A proposta original prevê a redução gradual da jornada de trabalho para 36 horas semanais, garantindo dois dias de descanso ao trabalhador sem redução salarial.
Entretanto, a emenda assinada por parlamentares rondonienses propõe que o segundo dia de folga semanal passe a vigorar apenas a partir do ano de 2036. Entre os nomes que aparecem apoiando a medida estão Lúcio Mosquini (PL), Coronel Chrisóstomo (PL), Fernando Máximo (União Brasil) e Thiago Flores (União Brasil).

A situação gerou críticas de trabalhadores e internautas, principalmente porque a proposta alternativa também abre margem para ampliação da jornada semanal por meio de acordos individuais ou coletivos. Segundo informações do site Rondoniovivo, a alteração poderia permitir jornadas superiores a 52 horas semanais em determinados casos.
O debate ganhou ainda mais força após o deputado federal Rafael Fera, do Podemos, ser apontado em grupos de WhatsApp como apoiador da medida. Diante da repercussão negativa, o parlamentar utilizou as redes sociais para negar apoio à proposta e afirmou que sua assinatura teria ocorrido por iniciativa de um assessor técnico de seu gabinete, sem sua autorização.

Em nota pública, Rafael Fera declarou que não compactua com qualquer medida que prejudique os trabalhadores brasileiros e reforçou ser favorável ao fim da escala 6x1. O deputado afirmou ainda que determinou a retirada imediata da assinatura assim que tomou conhecimento do caso.
“Quero ser absolutamente claro: não compactuo e nunca compactuarei com qualquer medida que prejudique o trabalhador brasileiro. Pelo contrário, minha posição é pública e inabalável — sou contra o aumento de jornada e a favor do fim da escala 6x1”, afirmou o parlamentar.
O episódio intensificou o debate político em torno das condições de trabalho no país e ampliou a pressão popular sobre os parlamentares federais, especialmente em estados onde o tema ganhou forte mobilização popular nas plataformas digitais.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!