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Desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva continua acima da aprovação, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha mostra que avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua superior à positiva, indicando manutenção do cenário de desaprovação entre os entrevistados.

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Levantamento mostra, no entanto, uma redução da diferença entre desaprovação e aprovação de Lula. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23) mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua maior que a aprovação, embora a distância entre os números tenha diminuído nas últimas semanas. Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% avaliam o governo como ótimo ou bom.

A redução da avaliação negativa de Lula ocorre em meio ao lançamento de uma série de pacotes de incentivo econômico como o Desenrola 2.0, crédito para a aquisição de novos veículos por motoristas de aplicativos e de táxis, entre outras medidas. Mas, também em meio à escalada dos preços dos combustíveis e da inflação como efeitos da guerra no Oriente Médio.

  • Ruim/péssimo: 38%, ante 39% na pesquisa do começo do mês;
  • Ótimo/bom: 32%, ante 30%;
  • Regular: 28%, ante 29%;
  • Não sabem: 1% nas duas pesquisas.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades brasileiras entre os dias 20 e 21 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07489/2026.

O Datafolha também mediu a aprovação pessoal do trabalho de Lula como presidente da República. Nesse cenário, o levantamento apontou empate técnico e numérico entre aprovação e desaprovação, ambas com 48%.

  • Aprovam: 48%, ante 45% na pesquisa do começo do mês;
  • Desaprovam: 48%, ante 51%;
  • Não sabem/não responderam: 3%, ante 4%.

Esta rodada da pesquisa Datafolha foi a primeira realizada após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Os áudios revelaram um pedido de dinheiro para financiar um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as conversas vazadas, Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos. Flávio Bolsonaro afirmou que havia um contrato entre eles para o financiamento da produção.

Mesmo após a repercussão do caso, a base de apoio do senador permaneceu consolidada, de acordo com o Datafolha. O levantamento mostra que 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele permaneça na disputa presidencial de 2026.

A pesquisa também aponta que 72% dos apoiadores do senador disseram ter conhecimento das conversas divulgadas, índice superior aos 64% registrados entre o eleitorado geral. Ainda assim, 73% afirmaram continuar confiando em Flávio Bolsonaro após a revelação dos áudios.

Por Guilherme Grandi



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