Se o cinema brasileiro renasceu a partir dos anos 1990, certa atriz cresceu aos olhos do público concomitantemente à nova trajetória da sétima arte no país. Cresceu a ponto de tornar-se uma das nossas mais respeitadas artistas do segmento. Estamos falando de Dira Paes. E natural que esta atriz, tão arraigada ao nosso cinema, esteja presente no mais importante festival de cinema da América Latina – e em dose dupla.
Sim, Dira poderá ser vista em dois documentários no Festival do Rio, que começa nesta quinta-feira (2/10), no Rio de Janeiro. E, curiosamente, em duas produções sobre grandes nomes da nossa música. Uma delas é Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti; e em Ary, de André Weller.
Enquanto a primeira leva à tela a trajetória de uma das mais importantes damas da música do Pará, o segundo é sobre um compositor que ajudou – e muito – a colocar o Brasil no mapa da música internacional: Ary Barroso (1903-1964).
O longa de Weller é um documentários no qual imagens de arquivo e entrevistas exclusivas mesclam-se a cenas dramatizadas, estando Dira inserida neste contexto. E a experiência veio ao encontro do fascínio da artista pelo período conhecido como Era de Ouro do Rádio.
– Tenho pessoalmente um fascínio sobre essa era do rádio e muita curiosidade sobre essa figura genial do Ary Barroso, que fez história no cinema mundial – revela a estrela, que prepara sua volta à TV em “Três Graças”,novela de Aguinaldo Silva. – André Weller resgata neste documentário uma memória que devemos reverenciar sempre, a sabedoria e o voo de um talento chamado Ary Barroso. Créditos das imagens: Gustavo Malheiros (alto) e divulgação