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Discurso de Léo Moraes prega economia, mas sua gestão acumula indícios de desperdício

Prefeito critica adversários, mas enfrenta denúncias de favorecimento, atraso a fornecedores e compras controversas.

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Discurso de Léo Moraes prega economia, mas sua gestão acumula indícios de desperdício

Em pronunciamento feito nesta segunda-feira, 5 de agosto, na Câmara Municipal de Porto Velho (RO), o prefeito Léo Moraes exaltou a suposta eficiência administrativa de sua gestão e voltou a acusar a administração anterior de causar um “rombo milionário” no Instituto de Previdência do Município (IPAM) — alegação que ainda carece de comprovação oficial.

Apesar do discurso em defesa da austeridade, a prática cotidiana da atual gestão revela sinais claros de contradição. Entre os episódios mais controversos está a nomeação de seu irmão, Paulo Moraes Junior, para presidir uma comissão que estuda o retorno do passeio de trem na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Pelo trabalho, ele recebe gratificação adicional que pode chegar a 10% sobre o salário bruto, totalizando vencimentos superiores a R$ 45 mil mensais. Vários secretários também integram grupos de trabalho similares, todos remunerados com jetons. Fornecedores sem pagamento e obras paralisadas A retórica da economia contrasta ainda com a inadimplência da prefeitura com seus fornecedores. Empresas prestadoras de serviços reclamam de atrasos de até seis meses. A construtora responsável pela obra de drenagem no Parque Amazônia, por exemplo, suspendeu os trabalhos após não receber os valores pactuados — apesar de contrato de R$ 8 milhões. Após denúncias públicas, a prefeitura regularizou parte da dívida, liberando R$ 1,1 milhão.

Na Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), empresas de fornecimento de alimentação só foram pagas em julho pelos serviços realizados entre janeiro e março. Além disso, contas de energia elétrica estão sendo quitadas com atraso, o que resultou em pagamento de multas — situação que não ocorria há mais de oito anos na capital. Contratos suspensos e compra de lancheiras sob suspeita Dois processos licitatórios firmados por meio de adesão a atas de registros de preços, com as empresas Plator Engenharia e Eixo Norte, levantaram suspeitas e foram barrados pelo Tribunal de Contas. A suspensão gerou economia superior a R$ 60 milhões, comemorada pelo próprio TCE-RO em canais oficiais.

Outro ponto de crítica diz respeito à aquisição de lancheiras escolares com recursos federais da educação, em um investimento de mais de R$ 2 milhões. Os utensílios, de baixa qualidade segundo denúncias, foram adquiridos em um período em que a rede municipal ainda enfrentava falta de merenda e de uniformes. O caso foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União. Discurso com ataques e clima de rancor Em tom exaltado, Léo Moraes encerrou sua fala com críticas contundentes a opositores e detratores de sua gestão: “Credibilidade, caráter e honra você não acha na gôndola de mercados, você tem ou não tem” , afirmou. “É preciso ter moral e vergonha na cara para cobrar de terceiros. Temos muito que trabalhar e não ficar vermelho quando recebe uma crítica. Vão responder nessa terra pelo seu comportamento inadequado.” Nos bastidores, o prefeito tem demonstrado crescente irritação com as críticas, ao passo que sua atuação nas redes sociais lhe rendeu os apelidos de "Prefake" e "Tiktoker". Da Redação O Minuto Notícia - Informação é Poder!, com informações do Rondoniagora

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