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Dr. Edilton Oliveira, chefe da Sesau diz acreditar na descentralização da saúde de RO

Em entrevista ao Comando na TV, gestor destaca desafios herdados, crise com anestesistas e plano para fortalecer atendimentos.

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Edilton Oliveira foi firme e muito transparente ao falar da saúde de RO

Na tarde desta quarta-feira, dia 29 de abril, o programa Comando na TV, da TV Suruí Cacoal, recebeu por videoconferência o secretário de Estado da Saúde de Rondônia, doutor Edilton Oliveira. Em uma conversa direta e técnica, o gestor abordou os principais desafios enfrentados pela pasta, especialmente na macrorregião 2, que tem Cacoal como polo e atende cerca de 34 municípios.

Logo no início da entrevista, o secretário deixou claro que a complexidade da saúde pública no Estado não foi uma surpresa. Com mais de 15 anos de atuação na região como neurocirurgião, Edilton afirmou já conhecer de perto as limitações estruturais e operacionais, sobretudo na área de alta complexidade.

Segundo ele, um dos principais gargalos está justamente na centralização dos serviços em Porto Velho, o que, na sua avaliação, não atende de forma eficiente um estado com dimensões territoriais extensas como Rondônia. “A medicina precisa estar mais próxima do cidadão. A alta complexidade não pode ficar restrita à capital”, pontuou.

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O neurocirurgião atua há mais de 15 anos em Cacoal e região

O secretário também comentou um dos episódios mais sensíveis deste início de gestão: o impasse com profissionais da anestesiologia. De acordo com Edilton, houve tentativa de diálogo, mas, diante da falta de consenso, foi necessário buscar uma alternativa externa para garantir a continuidade das cirurgias. “Nem o Estado, nem a população podem se tornar reféns. Precisamos garantir atendimento a quem mais precisa”, destacou.

Outro ponto abordado foi a questão dos contratos milionários com empresas terceirizadas, amplamente repercutidos nos meios de comunicação. O secretário afirmou que todos os contratos são anteriores à sua gestão e que estão sendo analisados com rigor técnico e jurídico, com acompanhamento da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a fim de assegurar legalidade e transparência nos processos.

Apesar do curto período à frente da Secretaria — cerca de 40 dias —, Edilton Oliveira demonstrou confiança nos próximos meses. Ele ressaltou que, mesmo com um horizonte de gestão considerado limitado, há projetos estruturantes em andamento, com destaque para a descentralização dos serviços de alta complexidade e o fortalecimento do Hospital Regional de Cacoal.

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Hospital Regional de Cacoal

Entre as metas, o secretário citou ainda a necessidade urgente de implantação de cirurgias cardíacas dentro do próprio estado. Atualmente, pacientes que necessitam desse tipo de procedimento dependem do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), sendo encaminhados para estados como São Paulo, Goiás e Paraná. “É inadmissível que um estado do porte de Rondônia ainda dependa desse tipo de deslocamento para procedimentos essenciais”, criticou.

Ainda durante a entrevista, Edilton Oliveira também falou sobre as críticas que vem recebendo, com mais ênfase em Cacoal, mas deixou claro que já esperava por isso.

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Hospital Heuro de Cacoal

Assista a entrevista na íntegra




Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!


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