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Duplo homicídio em Ariquemes e a violência no Vale do Jamari

Ariquemes e cidades vizinhas vêm registrando, nos últimos anos, um aumento expressivo de homicídios com características de execução.

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Duplo homicídio em Ariquemes e a violência no Vale do Jamari

Na tarde de quinta-feira (21/08), por volta das 13h40, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal de Ariquemes foram acionadas após denúncias de corpos em uma residência no Setor 02. No local, as equipes confirmaram o duplo homicídio: um homem e uma mulher, identificados como Mara Evaristo de Souza e Kauan Wender, estavam sem vida, executados a tiros.

A perícia técnico-científica constatou disparos de arma de fogo como causa da morte. Informações extraoficiais apontam que o casal mantinha envolvimento com facções criminosas, e o crime teria sido um acerto de contas.

Ariquemes e cidades vizinhas vêm registrando, nos últimos anos, um aumento expressivo de homicídios com características de execução. De acordo com levantamentos da Secretaria de Segurança Pública de Rondônia (Sesdec): 2019 a 2021: houve uma escalada de homicídios na região, muitos ligados ao tráfico de drogas e disputas entre grupos criminosos. 2022: foram contabilizados cerca de 110 homicídios em Ariquemes, colocando o município entre os mais violentos do estado. 2023: apesar de operações policiais, o número de assassinatos manteve-se elevado, com execuções a tiros em via pública e ataques dentro de residências. 2024 (até julho): a tendência permanece. Registros oficiais já apontavam dezenas de mortes violentas, reforçando a disputa por território entre facções. Rondônia, especialmente no Cone Sul, vem enfrentando a atuação de organizações criminosas que disputam rotas de tráfico. Ariquemes tornou-se um ponto estratégico, por estar entre Porto Velho e Vilhena, além de ser passagem para os estados vizinhos Acre e Mato Grosso.

Essa posição geográfica transformou o município em alvo de acertos de contas entre facções rivais, com execuções sumárias como forma de intimidação.

A escalada da violência tem gerado insegurança na população, que convive com notícias frequentes de mortes violentas. Apesar de operações integradas da PM, PCRO e forças federais, especialistas apontam que o enfrentamento ao crime organizado ainda encontra limitações estruturais e déficit de efetivo policial.

Enquanto isso, famílias e comunidades continuam vivendo sob a sombra do medo, em um cenário no qual homicídios como o de Mara e Kauan não são casos isolados, mas parte de um padrão de criminalidade que vem se consolidando em Ariquemes e região. Da Redação O Minuto Notícia - Informação é Poder!

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