O mapa das Eleições Gerais de 2026, marcadas para o dia 4 outubro, com eventual segundo turno depois do dia 20/10, começa a ganhar contornos mais nítidos em Rondônia, ainda que o cenário definitivo só será conhecido após o período de convenções partidárias, entre julho e agosto. (Clique AQUI para Saber Mais)
O que já se desenha, contudo, é uma disputa de grandes proporções, impulsionada pelo elevado número de partidos aptos a lançar candidaturas e pela movimentação intensa de lideranças políticas em todas as regiões do estado.
Estão atualmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral 30 partidos políticos, além de outros vinte e três em fase de organização. Entre legendas isoladas e federações partidárias, 17 partidos reúnem condições formais para disputar as eleições em Rondônia.
As federações, vale ressaltar, obedecem a regras mais rígidas do que as antigas coligações proporcionais, hoje extintas, permanecendo as coligações apenas para cargos majoritários, como presidente da República, governador e seus respectivos vices.
Dentro desse cenário, cada partido ou federação pode lançar até 25 candidatos para deputado estadual, o que abre a possibilidade de até 426 nomes na disputa por apenas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia. Um funil político que, por si só, antecipa uma campanha marcada por forte concorrência, estratégias refinadas e intensa mobilização eleitoral.
Na atual composição da Assembleia, alguns movimentos já chamam atenção. O delegado Rodrigo Camargo, do Republicanos de Ariquemes, manifestou-se como pré-candidato ao Senado, enquanto Ezequiel Neiva, do União Brasil de Cerejeiras, trabalha seu projeto para a Câmara Federal. Nos bastidores, também circula a possibilidade de o presidente da Casa, Alex Redano, igualmente do Republicanos e com base em Ariquemes, avaliar uma candidatura majoritária ao Governo do Estado. A hipótese, embora considerada ousada, não é descartada e dependerá de articulação política robusta e formação de um grupo sólido.
Outro fator que pode provocar significativa reconfiguração no tabuleiro político é a recente filiação do governador Marcos Rocha ao PSD, partido que ele passou a presidir em nível regional.
A mudança de legenda abre espaço para novas alianças e não afasta, inclusive, a possibilidade de Rocha rever sua posição anterior de não disputar uma das vagas ao Senado. Caso decida entrar na corrida eleitoral, o governador terá de se desincompatibilizar do cargo seis meses antes do pleito, o que levaria à posse do vice, Sérgio Carvalho, do União Brasil, relação marcada por desgastes políticos recentes.
A saída de Rocha do União Brasil ocorreu em meio a um contexto de disputas internas, em especial pela influência do grupo político liderado pela família Gonçalves, que exerceu forte protagonismo nos bastidores do governo. Ao migrar para o PSD, Rocha passa a comandar uma legenda de expressão nacional e com estrutura consolidada em Rondônia, o que amplia suas opções para o futuro político.
No campo proporcional, o PSD desponta como uma das forças centrais. O partido conta com Laerte Gomes, deputado estadual mais votado em 2022, com 25.603 votos.
Ex-prefeito de Alvorada do Oeste e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Laerte é considerado um dos parlamentares mais experientes do estado e tende a exercer papel decisivo na performance eleitoral da sigla.
Ao seu lado estão Cássio Góes, de Cacoal, que também busca a reeleição com boas perspectivas, e Nim Barroso, de Ji-Paraná, que, apesar da menor votação no último pleito, ganhou relevância política ao atuar de forma decisiva na eleição do prefeito Affonso Cândido em 2024.
Porto Velho, que concentra sete deputados estaduais, deverá ser um dos principais palcos da disputa. Todos os atuais parlamentares da capital se movimentam em busca da reeleição, ao mesmo tempo em que vereadores e lideranças locais demonstram interesse tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal.
No interior, municípios como Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Vilhena, Rolim de Moura e Ouro Preto do Oeste também apresentam nomes competitivos, vindos do legislativo municipal, do setor produtivo, do sindicalismo e de entidades representativas.
Ao todo, pelo menos 14 deputados estaduais trabalham diretamente pela recondução ao mandato, enquanto outros avaliam projetos alternativos.
O resultado é um ambiente político marcado por intensa efervescência, onde cada cadeira em disputa exige planejamento, estrutura e resistência digna de uma maratona.
A sucessão estadual promete ser dura, mas é na corrida pelas vagas da Assembleia Legislativa que a disputa se mostra ainda mais feroz.
Com centenas de pré-candidatos e 24 lugares disponíveis, o pleito de 2026, tende a entrar para a história política de Rondônia como um dos mais competitivos e imprevisíveis dos últimos anos. Com informações do Rondônia Dinâmica.
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