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Embrapa tem papel de destaque e representa 16% do PIB agropecuário em 2025

Foram gerados mais de 132 mil empregos no ano passado por meio do aumento da adoção das soluções tecnológicas da estatal

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Tecnologias desenvolvidas pela Embrapa ajudaram a aumentar a produtividade e reduzir custos nas lavouras — Foto: Embrapa/Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira em 2025 atingiu o montante de de R$ 775,3 bilhões. Ao fazer a comparação com o benefício econômico gerado pelas tecnologias da Embrapa, projeta-se que a participação da empresa pública chegou a 16% no período, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (23/4).

No documento, a Embrapa ainda destacou os quatro principais benefícios econômicos gerados pelas tecnologias desenvolvidas por ela. O primeiro deles é o aumento da produtividade.

Para se estabelecer o valor desse benefício, no caso de distintas cultivares, a Embrapa calculou a diferença entre uma variedade mais produtiva e sua antecessora.

Essa diferença de produtividade, quando consideradas também outras variáveis (tais como o preço e a adoção) será refletida no adicional da renda obtida. Em 2025, das 166 tecnologias avaliadas, 105 proporcionaram ganhos por incremento de produtividade. Somadas, essas diferenças revelaram um impacto de R$ 63,93 bilhões.

A empresa pública também apontou ganhos por redução de custos, por meio de soluções tecnológicas que poupam a aquisição de insumos ou que possibilitam substituí-los por outros de menor custo. É o caso dos manejos integrados de pragas. Em 2025, 47 tecnologias Embrapa proporcionaram este benefício, resultando em uma economia de R$ 45,78 bilhões aos adotantes.

Como exemplo de tecnologia redutora de custos, a Embrapa lembrou da Fixação Biológica de Nitrogênio, que permite a substituição de fertilizantes nitrogenados pela inoculação da semente com estirpes de bactérias específicas.

A Embrapa apontou ainda a tecnologias agroindustriais e de processamento, que permitem algum tipo de tratamento ao produto final, possibilitando, assim, maior valor de venda.

É o que ocorre, por exemplo, com produtos derivados de cabra (leites, queijos, iogurtes e cortes de carne) devido à adoção da técnica de inseminação artificial transcervical em caprinos, lançada em 2006.

A Embrapa diz que a inovação vem sendo adotada em praticamente todos os Estados brasileiros e em países como Espanha, Itália, Costa Rica, Paraguai, Peru, Uruguai, Argentina e Colômbia. Além de agregar valor ao produto final, tem impactos positivos em outras dimensões, como no desenvolvimento de cadeias de produção, mercados locais e na melhoria do bem-estar e da saúde animal.

A estatal também destacou as soluções que permitem a expansão da produção em novas áreas, anteriormente consideradas impróprias para determinado cultivo. Estratégias para recuperação de pastagens degradadas estão entre as soluções desse tipo.

No ano passado, 37 tecnologias do tipo mais valor juntamente com 15 do tipo mais produção em novas áreas proporcionaram um aumento de renda de aproximadamente R$ 8,89 bilhões.

Impactos sociais

Sob a perspectiva social, foram gerados mais de 132 mil empregos em 2025 por meio do aumento da ampliação da adoção das soluções tecnológicas oferecidas pela Embrapa. Trata-se da estimativa da geração de empregos ao longo da cadeia produtiva de cada uma das soluções que compõem a amostra analisada pela Embrapa.

Um exemplo na criação das vagas está no programa de certificação da manga brasileira. Denominado Produção Integrada de Manga (PI-Manga), essa metodologia adota uma abordagem sustentável que garante frutas de alta qualidade com menos agrotóxicos, manejo integrado e rastreabilidade.

Considerando a adoção da metodologia no Semiárido nordestino, o sistema gera cerca de um emprego direto permanente e três indiretos nos demais elos da cadeia para cada hectare cultivado. Sabendo-se que, em 2025, a área de adoção da tecnologia aumentou em 750 hectares em relação ao ano de 2024, a estimativa é de que foram gerados 3 mil novos empregos apenas pela expansão da adoção dessa tecnologia nesta região na cultura da manga.

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)


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