O período de transição é tratado como uma oportunidade para quem se antecipa - Foto: Pixabay
O agronegócio brasileiro convive historicamente com variáveis que afetam planejamento e resultados, como clima, custos e oscilações de mercado. Análise de Luis Wulff, CEO do Tax Group, aponta que a tributação passou a ter peso estratégico com a Reforma Tributária e a transição para o novo modelo de impostos sobre o consumo. Segundo o conteúdo, a gestão tributária deixa de ser apenas operacional e passa a impactar diretamente rentabilidade, fluxo de caixa e sustentabilidade das empresas do setor.
O período de transição é tratado como uma oportunidade para quem se antecipa, ajusta processos e toma decisões baseadas em dados. A avaliação destaca que o principal impacto da reforma não está apenas em alíquotas, mas na forma como as empresas registram operações, classificam produtos e organizam cadastros e documentos. Com a migração para um modelo de IVA, a fiscalização tende a ser mais automatizada e integrada, tornando inconsistências um fator de perda financeira imediata, com efeitos sobre créditos, capital de giro e disputas administrativas.
No agronegócio, esses efeitos são amplificados pela interdependência da cadeia produtiva. Falhas em etapas iniciais podem comprometer créditos e custos ao longo de todo o processo. O texto também ressalta que a rentabilidade futura estará cada vez mais ligada à capacidade de reter valor, controlar créditos, conhecer o custo real das operações e evitar soluções fiscais de alto risco. A organização financeira e tributária aparece como elemento central de competitividade, previsibilidade e sustentabilidade em um novo cenário regulatório.
“O Brasil está entrando em um novo momento tributário. Como em toda mudança grande, algumas empresas vão improvisar e outras vão se planejar. Acredito, sinceramente, que o agronegócio brasileiro pode sair mais forte desse processo — mais eficiente, mais competitivo e mais sustentável. Mas isso passa por uma escolha clara: tratar a tributação apenas como custo ou usá-la como uma alavanca de gestão e longevidade”, comenta.
Por Leonardo Gottems